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Vi no Pavablog

O Todo-Poderoso não interfere em resultado de jogo
Recentemente, o jornalista esportivo Juca Kfouri publicou no jornal Folha de São Paulo um texto bastante incisivo intitulado Deixem Jesus em paz. Ele abordou criticamente o proselitismo que alguns jogadores de futebol cristãos praticam, aproveitando-se de sua fama e das façanhas realizados no gramado. Kfouri chama este comportamento de insuportável e o classifica de “invasão inadmissível e irritante”. Nas entrelinhas, é fácil sentir que, embora a crítica seja voltada a todos os atletas que usam tais táticas evangelísticas, ela foi apontada mais diretamente ao craque Kaká. Coincidentemente, o assunto é tratado aqui mesmo, na matéria de capa desta edição de CRISTIANISMO HOJE.
Ao contrário de Kfouri, a utilização de camisetas, chuteiras e outros artefatos com declarações de louvor a Deus não me incomoda. Claro que temos de estar preparados para quando jogadores de outros credos também venham utilizar a mesma estratégia. Não é difícil imaginar, portanto, que gol em campeonato baiano acabe sendo dedicado a um orixá. Também, por outro lado, se estas manifestações começarem a interferir demais no espetáculo trazido ao Brasil por Charles Miller, será natural e esperado que os cartolas coloquem limites, não só a declarações religiosas mas a outros tipos de marketing também. Vale lembrar que até comemorações mais efusivas já foram proibidas pela Liga de Futebol Americano nos Estados Unidos – e olha que isso aconteceu justamente na terra do show business!
Mas existe algo que me incomoda muito na atitude de atletas evangélicos, o que chega a dar razão e credibilidade à seguinte afirmação de Juca Kfouri: “(…) Parece-me pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus. E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio! (…)”. Há outra atitude que, se não caracteriza o uso do nome de Deus em vão, chega muito perto – é a de atribuir a Deus jogadas geniais, gols e vitórias em campo. Honestamente, não consigo imaginar o Senhor interferindo em resultados de futebol. Isto é, a menos que o todo-poderoso em questão seja aquele deus interpretado pelo ator Jim Carey, e não o Deus vivo.
É claro que o Senhor concede a seus filhos talentos e oportunidades. Mas o que fazemos e como desenvolvemos estes talentos e oportunidades é nossa responsabilidade – não só no esporte, como em todas atividades. Assim como Deus não transforma um bom jogador que nunca faça preparação física em exemplo de boa forma da noite para o dia só porque ele é cristão, também não fica por aí soltando ventos para alongar cruzamentos ou esticando traves para a bola chutada por um crente entrar no gol. Além disso, se é Deus o grande responsável por jogadas de sucesso e gols feitos por jogadores cristãos, quem seria o responsável quando estes mesmos atletas religiosos perdem um pênalti ou dão uma canelada? O mesmo Deus? Não creio. Não podemos creditar a ele nossos acertos e achar que erramos só por nossa culpa. Em campo, os acertos e erros são de responsabilidade do jogador, e só dele.
E se Deus realmente interferisse em resultado de jogo, goleiro cristão nenhum tomava gol, Israel estaria em todas as finais de Copa do Mundo e o Vaticano, com jogadores de batina, faria bonito nos gramados mundo afora. Por uma questão de coerência, então, o mesmo jogador que dirige uma oração de agradecimento aos céus quando marca um tento deveria também dar graças ao mandar um chute na arquibancada. Uma coisa, no entanto, é agradecer ao Criador pelas habilidades que nos deu. Outra, é atribuir gols, belas jogadas e bons resultados a Deus. Aí, já fica parecendo quebra de mandamento mesmo, como apontou o grande Juca Kfouri.
No texto do jornalista, existe ainda uma grande dica de leitura: o livro Em que crêem os que não crêem (Record), de Umberto Eco e Carlo Maria Martini. Na obra, o filósofo e o teólogo italianos discutem, na forma de debate, questões muito interessantes, como o ateísmo, o divórcio, a emancipação feminina e, principalmente, a origem da moral para o homem agnóstico. Vale a leitura. E, para terminar, devemos sempre ser gratos a Deus pelos talentos que temos e glorificá-lo com eles, até mesmo publicamente. Todavia, não podemos nos esquecer de que o Todo-Poderoso não faz gol nem interfere em resultados. Sim, Deus só vai ao estádio porque é onipresente. Caso contrário, ficaria em casa.

Carlo Carrenho no site Cristianismo Hoje

Estar junto, caminhar junto, sorrir, chorar, partilhar, esses são alguns desafios para quem vive em comunidade, a tão sonhada e falada comunhão nem sempre é vivida. Sabemos das dificuldades relacionais que enfrentamos mas entendemos que só há uma maneira de vivermos como comunidade, andando em comunhão. Com essa visão a juventude da Pibb tem caminhado buscando romper com as barreiras do templo e buscando uma vida de comunhão no dia a dia. E não há nada melhor do que estar junto com pessoas que amamos e fazermos um programa que faz bem ao corpo e à alma, é o que eu chamo de ” koinonia ecológica”, abaixo segue algumas fotos do passeio que fizemos ao Salto do Itiquira em Goiás, um tempo de exercitar o corpo, nos deslumbrarmos com as belezas da natureza e fortalecer os laços relacionais. Vamos aguardar a próxima aventura galera!

Marcos Leite

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Foto na chegada

 

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A cachoeira

 

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Uma pausa para a foto antes da subida.

 

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Trilhando...

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E a trilha continua...

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Que vista... estamos na metade da trilha.

 

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Só mais um pouquinho galera, estamos quase lá.

 

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Chegamos, é Dudu, é alto mesmo. O esforço vale a pena, a vista é maravilhosa.

 

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Depois de tanto esforço, é hora de repor as energias.

 

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Depois de compartilhar os biscoitos e farofas é hora de colocar o papo em dia. Valeu galera, foi bom demais.

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Altamente refrescante.

 


 

Davi Chang Ribeiro Lin
Era uma reunião de dez rapazes cristãos e a galera tinha se reunido pra compartilhar um pouco da vida. Bons amigos, eles tinham abertura pra falar de diversos assuntos polêmicos. Foi assim que um dos membros fez uma pergunta direta: “E aí amigos, qual de vocês nunca se masturbou?”
O silêncio revelou a resposta de todos. Ninguém poderia dizer: “Eu não!”
A masturbação tem sido definida como “a procura solitária do prazer, por meio de excitações realizadas com as mãos ou de qualquer outra maneira”. No meio cristão, as opiniões sobre o tema divergem muito. Estudiosos variam de opinião, considerando a masturbação desde um pecado grave até um presente dado por Deus. Não é sem razão que as opiniões não tenham consenso: a masturbação não é diretamente citada ou proibida pela Bíblia.
A masturbação pode acontecer em diferentes fases da vida e ter um significado diferente para cada pessoa. Na infância, é um processo de reconhecimento do próprio corpo; na adolescência e juventude, tende a ser um modo de liberar a energia sexual, uma “válvula de escape”, já que não há um parceiro(a) sexual ou, se forem cristãos evangélicos, esperarão pelo casamento.
Certamente a nossa humanidade não é estática. Estamos em desenvolvimento e temos a possibilidade de viver uma contínua abertura para a realidade e para a verdade, ou, ao contrário, viver um fechamento e regressão. O Eterno criou o humano em uma abertura relacional, dando ao homem a possibilidade da intimidade e de relacionamentos que o façam crescer. Homem e mulher são obra perfeita que se completa em mútua dependência.
É por não conter a intimidade e o relacionamento que a masturbação não consegue expressar toda a beleza do projeto de Deus para a sexualidade humana. No livro “Ele os Criou Homem e Mulher — para uma vida de amor autêntico”, Jean Vanier descreve os dramas dos deficientes mentais da comunidade Arca. Muitos viveram experiências de rejeição; alguns deles se masturbam compulsivamente. Diante de realidades tão sofridas, ele conclui: “Outrora condenava-se com muito rigor a masturbação. Essa condenação corre o risco de suscitar temores, de alimentar o complexo de culpa, acarretando graves inibições e até mesmo um ódio de si e do corpo. Hoje, a tendência é dizer que a masturbação não tem importância, que é preciso deixar correr, que é normal na adolescência. Parece-me que a verdade está entre esses extremos, entre o rigor excessivo e a licenciosidade. Não se deve condenar o jovem que se masturba. Ele tem pulsões que não consegue integrar. Porém, é preciso ajudá-lo a não repetir esta prática.
A masturbação pode fechá-lo em si mesmo, num mundo imaginário e impedi-lo de viver uma verdadeira relação”.
Vanier sugere que não devemos condenar um jovem que se masturba; ele ou ela está buscando integrar-se. Contudo, a prática repetida contém perigos, sendo um deles a tendência de fechar a pessoa na fantasia. Uma personalidade madura nos possibilita enfrentar a realidade e amar os outros como são, e não como sonhamos que sejam. O risco é fechar o jovem em uma expressão sexual que não se orienta para a comunhão e para a doação. Muitos jovens estão presos em um ciclo de isolamento e angústia e usam a masturbação para aplacar a solidão.
É na vida autêntica de seus relacionamentos, vivida pelo solteiro nas amizades e no namoro, que ele ou ela se abre para a vida verdadeira e para a expressão de afetos e medos. Em um contexto de aceitação e verdade, a confiança no amor cresce. Assim, o jovem caminha rumo à integração da sexualidade, afirmando sua esperança no amor e, sobretudo, no amor de Deus, que o cura e o livra da culpa.
Devemos lembrar que nossa sexualidade não se restringe ao genital, mas se expressa no cuidado e no afeto em nossos relacionamentos. A expressão “vida sexual ativa” como sendo somente o ato sexual reduz a sexualidade e não contempla todas as suas dimensões. Boa parte da ênfase na sexualidade genital é consequência do desaparecimento das verdadeiras amizades. Em uma sociedade que enfoca a sensação e não o vínculo, o sexo se torna expressão de corações feridos, e não de corações abertos.
Tenho a convicção de que muitos de nós, cristãos evangélicos, sofremos com a masturbação. Muitos querem deixar a prática e partir para um relacionamento, mas nem sempre conseguem. Porém, eu vejo beleza e verdade em todos aqueles que desejam servir a Cristo e, reconhecendo suas fraquezas, correm para a graça de Deus se apropriando das palavras do apóstolo Paulo: “Já não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus”.
Podemos celebrar a sexualidade do povo de Deus porque celebramos aquele que criou a beleza, o prazer e o amor. O plano de Deus para nós é a participação em sua vida, no vínculo perfeito do Pai, Filho e Espírito Santo; é um pleno relacionamento com os outros; é amar. O grande drama humano é fechar-se em si mesmo, sem comunicar-se. Sem esta abertura relacional, nossa vida se esvazia e a chama se apaga. A base da nossa esperança é a confiança no amor de Deus, que sustenta as nossas frágeis iniciativas de amor humano. Cada um de nós deve lutar pela esperança e amor em nossos relacionamentos, a fim de manter acesa a chama da vida.
Davi Chang Ribeiro Lin, 25 anos, é psicólogo pela UFMG, especialista em psicologia clínica existencial e mestrando em estudos cristãos no Regent College, Canadá.

Fonte: Ultimato

 

Adicionei dois novos links à nossa lista de sites recomendados.

Trata-se do blog Voltemos ao Evangelho e do site Desiring God.

O primeiro é um blog voltado à divulgação de sermões. Um dos principais pregadores divulgados (videos com legenda!!!) pelo blog é o Pr. Paul Washer. Ele é um homem muito usado por Deus, apaixonado pelo Evangelho e confrontador. Eu diria que ele é um profeta contemporâneo.

O segundo é o site do Pr. John Piper, um ministro do Evangelho também muito usado. No site há videos e ótimos textos de John Piper. Infelizmente, não há nada traduzido para o português.

Vale lembrar que ambos tem twitter (@JohnPiper e @paulwasher)!

E por falar em Twitter, estou me integrando a esta rede também (@joaojgsa). “Sigam-me os bons”! :)

João Guilherme dos Anjos

Recentemente, li um texto* no qual o autor falava que, nos últimos anos, houve um rompimento histórico: considerava-se como morte ideal aquela em que havia um ‘transe místico’, sendo que, agora, preza-se pelo ‘transe estético’, de modo que não há mais a morte ao som das trombetas angelicais e visões do paraíso, o que há é uma ‘racionalização’ pela qual a arte humana substitui a ‘arte’ divina e não se preza mais por aquela morte esperada em detrimento da repentina. Ele ainda diz: “Numa era laica, de valores racionalistas, como a nossa, a arte substitui o misticismo no provimento de uma elevação espiritual compatível com esse momento grave entre todos que é o momento da morte.”

Preciso discordar. Não creio que haja essa região montanhosa que separe o sagrado da arte. Muito pelo contrário, Deus se revela na arte. É um equívoco fazer essa separação do secular e do sagrado como se o que é feito para Deus é sagrado e o que é feito ‘para os homens’ é ‘profano’! Não!

Deus é muito mais que isso. Não fosse assim não teria enviado seu filho ao mundo, não fosse assim ele, Cristo, não teria assumido a forma de servo e se esvaziado, teria continuado lá em sua sacralidade incólume (ele não se tornou profano!!). Esta é a maravilha do evangelho que poucas pessoas entendem e sentem dificuldade em aceitar: Deus é um ser relacional e quer se relacionar com o homem. Para isso, nada o impede de se revelar na arte secular que muitas vezes se revela mais sagrada que muita arte sacra feita por sepulcros caiados.

A diferença do sagrado para o profano na hora da morte está não na forma, se repentina ou não, está no sentimento abrasador de se encontrar com aquele que dá sentido à vida e capacidade ao ser humano de produzir tanta arte, tanta coisa de qualidade em meio a tanta desgraça produzida pelo próprio homem (esse, um paradoxo). Como disse Paulo, o morrer para mim é lucro e o viver para mim é Cristo, mas sigo a caminhada por amor ao evangelho, para mostrar às pessoas que Deus está muito além das nossas limitações que querem sempre encaixotar e categorizar tudo, sendo que ele permeia cada área da vida; e qualquer coisa que se faça, seja comer, beber, compor, escrever, cantar, ler, que se faça para o louvor da sua glória.

Portanto, é preciso fazer uma divisão, mas não a divisão onde o sagrado é coisa do passado. É necessário romper e não ver o sagrado como era visto no passado. Assim, será muito mais fácil compreender o amor de um Criador que se relaciona de forma tão profunda com a criatura que esta o nega chegando a dizer que as mais sublimes expressões de seu amor são mostras de sua caduquice.

* Não posso revelar a fonte. Confesso que sinto vergonha. O que posso fazer? São os percauços da vida. Ela (revista) caiu na minha mão, sou curioso, li.

João Guilherme dos Anjos

Na parte final da viagem conheci a cidade de Araripina – PE onde temos uma congregação pastoreada pelo Pr Manoel Lino. A igreja se reúne em uma escola e desenvolve um trabalho de discipulado junto à população. No sábado tive a oportunidade de conhecer a congregação em Trindade uma cidade próxima a Araripina, a congregação é assistida pelo Pr Manoel Lino e Pelo missionário Jailton, a expectativa é que em Janeiro de 2010 um casal de obreiros possa assumir a congregação.

No domingo estive em Rancharia distrito de Araripina para conhecer o casal de missionários Jailton e Norma que temos apoiado. Eles pastoreiam a Primeira Igreja Batista em Rancharia, a igreja é congregação da Segunda Igreja Batista de Casa Amarela em Recife – PE. Desde o começo deste ano temos tido o privilégio de contribuir com a obra do Senhor neste lugar e colaborar com a expansão do Reino nesta região do Sertão Nordestino. Já conversava com o casal por telefone e e-mail e conhecê-los pessoalmente só reforçou o sentimento de amor e carinho que já nutria por aquele casal.

Jailton e Norma são de Caruaru oriundos da Igreja Betesda, entenderam o chamado que tinha para o Sertão e assim obedeceram ao ide de Jesus. Eles tem um amor muito grande pela obra de Deus naquele lugar e tem empregado seus dons e talentos em prol do Reino, eles tem testemunhado da provisão e sustento do Deus que supre em Cristo as nossas necessidades. Desenvolvem com amor um trabalho de evangelismo, discipulado e cuidado pastoral em uma região tão carente que tem experimentado o poder transformador do evangelho.

A igreja como diz o missionário Jailton é a comunidade dos “Ex”, ex – rezadeira, ex – cachaceiro, ex – encrenqueiro, ou seja, o evangelho que é o poder de Deus tem realmente transformado vidas. Continuemos orando pelo sertão nordestino e pela obra do Senhor naquela região, oremos por nossos obreiros em Araripina e Rancharia, oremos pela Igreja de Cristo no sertão. Esses dias foram muito importantes para mim entender que o Deus missionário não é batista, nem presbiteriano, nem anglicano, ele é Deus e aqueles que tem aceito o seu chamado tem testemunhado do seu amor no sertão,o Senhor convoca a sua Igreja o povo missionário de Deus ao sertão que está pronto para a colheita.

Igreja Batista Nacional em Araripina - PE.

Igreja Batista Nacional em Araripina - PE.

Congregação Batista Nacional em Trindade - PE.

Congregação Batista Nacional em Trindade - PE.

Primeira Igreja Batista em Bom Jardim do Araripe, também conhecido como Rancharia distrito de Araripina - PE

À esquerda, Eu e a irmã Luzia - Ex rezadeira da cidade. Do lado direito o casal de missionários, Jailton e Norma.

À esquerda, Eu e a irmã Luzia - Ex rezadeira da cidade. Do lado direito o casal de missionários, Jailton e Norma.

Marcos Leite

Continuando a viagem pelo sertão ainda no município de São José do Belmonte – PE tive a oportunidade de conhecer a irmã Graça e seus três filhos, o esposo estava trabalhando. Era uma sexta-feira pela manhã e debaixo do sol forte do sertão nos deslocamos até a casa da irmã Graça que fica na zona rural. Fomos recepcionados com muito entusiasmo e com um sorriso no rosto a irmã graça nos ofereceu um copo de café, dissemos a ela que ficaria para uma próxima oportunidade pois ainda naquela manhã iríamos visitar outros irmãos também na zona rural.

O pouco tempo que passei na companhia dessa família pude contemplar o toque da graça do Senhor sobre aquele lar que apesar de humilde é repleto de alegria e exala o bom perfume de Cristo. Estava acompanhado do pastor Neto, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil em São José do Belmonte ( pastor da irmã Graça)  e ele me disse o quanto a fé daquela irmã era envolvente e empolgante, falou sobre o seu exemplo de fidelidade e amor à obra de Deus naquele lugar. Pude perceber que a irmã Graça foi de fato alcançada pela Graça e que era uma mulher cheia de Graça. O Deus que não habita em templos feitos por mãos humanas fez morada naquela irmã, o poder gracioso do evangelho a alcançou e sua vida foi mudada por completo. A casa é humilde, sem energia elétrica mas o coração é iluminado pela luz que nunca apaga.

Vi também naquele dia uma igreja local comprometida em ser agente da Graça, a igreja está construindo uma casa nova para a irmã e sua família, o corpo de Cristo naquela localidade tem entendido que o evangelho da Graça não só salva a alma mas traz dignidade a homens e mulheres que foram alcançados por Jesus. É o evangelho integral sendo pregado e vivido no sertão, o evangelho todo para o homem todo, naquele dia pude testemunhar: É Graça para a Graça.

Irmã Graça e seus três filhos. Uma família alcançada pela Graça. No lado direito no canto da casa aparece o meio de transporte que eles usam para pegar água "Um jumento Pipa".

Irmã Graça e seus três filhos. Uma família alcançada pela Graça. No lado direito no canto da casa aparece o meio de transporte que eles usam para pegar água "Um jumento Pipa".

A casa nova que a igreja está construindo para a irmã graça – Fé e obras andando juntas, o evangelho transformando vidas e mudando histórias no sertão.

A casa nova que a igreja está construindo para a irmã graça – Fé e obras andando juntas, o evangelho transformando vidas e mudando histórias no sertão.

Marcos Leite

Tem dia que as coisas não dão certo, e por mais que a gente tente parece que as situações desagradáveis só aumentam. Por esse motivo, os editores de Photoshop do Worth 1000 montaram uma sequência de imagens que mostram quando você percebe que o dia não vai ser nada agradável. Algumas ficaram meio toscas mas outras ficaram interessantes. Vi no Buteco da Net e gostei.

aeroporto

crocodilo

paraquedas avião

piranha

lobos

paraquedas

navio

celular

bung juping

Marcos Leite

Lendo o texto Deus existe? do Rubem Alves, deparei-me com a existencia da Sonata op. 57 de Beethoven.

Curioso, procurei conhecê-la. Arrebatador!!!

Deus existe! O intrigante é que ele muitas vezes se manifesta naquilo que não conseguimos explicar, decifrar, categorizar!

Com o coração acelerado (estou ouvindo), recomendo: assista!

O video abaixo é do primeiro movimento, interpretado por Valentina Lisitsa.

João Guilherme dos Anjos

PJ – Em se tratando de Espiritualidade, como o senhor vê que um crente pode ser conduzido à imagem de Cristo diante de um contexto capitalista, no qual somos bombardeados pela avidez de ter e de ser acrescentado? Porque a própria igreja acaba sendo influenciada nesse sentido: é importante ter, adquirir patrimônio, em detrimento de viver à dependência de Cristo e de ter fé.

JC – A gente acaba achando que quando Jesus proferiu o sermão em que ele diz, em Lucas capítulo 12, não andeis ansiosos por coisa alguma, olhai os lírios do campo, olhai as aves do céu… Dá a impressão que ele estava falando só para nós, como se a nossa sociedade fosse assim e a sociedade dos dias de Jesus não fosse. Mas não é verdade. Jesus já olhava para os homens de seus dias e via neles a ansiedade pelo ter.

Não andeis ansiosos pelo que comer, pelo que beber. Vosso Pai celestial sabe do que vocês precisam. Não ajunteis tesouros na Terra. Jesus não estava falando somente conosco. Ele já estava falando com eles daquela época, porque eles também tinham a mesma tentação de ajuntar tesouro na Terra. Essa palavra é tão verdadeira para nós quanto foi para eles. O homem não mudou muito. A natureza humana, a cobiça, é tão velha quanto o próprio homem. Não há diferença na essência da pessoa humana. É claro que, hoje, em função da comunicação, da propaganda, da velocidade com que se criam coisas, o mundo produz muito mais coisas que naquela época. E é claro, produz muito mais coisas supérfluas. Então, eu diria que nós temos um supermercado enquanto eles tinham uma mercearia. Nós somos mais estimulados, mas o problema existencial é o mesmo. Nós temos mais objetos para cobiçar, mas imagino que enquanto eles cobiçavam… Por que o mandamento é não cobiçarás a jumenta ou boi do teu vizinho? Hoje a gente cobiça o carro do vizinho, mas o problema é a cobiça.

Eu diria que não mudou nada. O que nós temos que pregar é o Evangelho e ensinar os mesmos ensinamentos de Jesus: não estejam ansiosos, não acumulem tesouros na Terra. Como Paulo escreveu a Timóteo, você que é rico, não coloque seu coração na riqueza, mas use a sua riqueza como um instrumento da justiça de Deus.

Não precisamos mudar de estratégia, não vamos fazer, hoje, nada melhor do que Jesus fez naqueles dias, nem vamos pregar algo que seja mais adequado do que “olhai os lírios do campo” e “olhai as aves do céu”.

PJ – O senhor enxerga a necessidade de serem resgatados os valores missionários? Porque o que se percebe, com o decorrer dos anos, é que as igrejas tem sido tentadas, cada vez mais, a olharem para dentro de si, dar conforto aos membros em detrimento de investir em missões. Como o senhor acha que é possível resgatar os valores missionários que constituem essência da vida cristã de cumprir a Grande Comissão?

JC – Você me fez pensar uma coisa interessante. Por que nós mudamos um pouco o foco? Tem-se que lembrar também que há trinta anos tínhamos dificuldade em achar uma igreja evangélica, e com isso as pessoas tinham necessidade de abrir igreja. Hoje é o contrário, hoje se tropeça em uma igreja a cada esquina. Quando se fala em fazer missões hoje, é legítimo que os membros da igreja perguntem: onde? Por quê?

PJ – Existem as missões transculturais…

Encontram-se igrejas em todos os lugares. Aquele movimento missionário de trinta e quarenta anos atrás na idéia de abrir igrejas em bairros e cidades onde não havia era uma necessidade urgente. Havia falta de igrejas. As populações das grandes cidades estavam inchando, bairros novos eram criados, precisava-se atender a demanda espiritual daquele povo. Principalmente daquele povo mais humilde que não tinha dinheiro para se deslocar até onde estava a igreja sede. Agora, não se encontra um quarteirão, que não seja em uma área estritamente residencial, onde houver uma área comercial, vai-se encontrar uma igreja. Num pequeno salão alugado, num templo construído. Tem igreja no Brasil todo.

Alguém vai dizer: há municípios em que não se tem presença evangélica. São raros, são poucos, e a gente nem sabe quais são. O que nós precisaríamos fazer? Mapear esses municípios e colocá-los como foco principal. Então, eu creio que para recuperarmos a visão missionária, temos duas possibilidades: primeiro, detectarmos os poucos lugares não alcançados no Brasil. Mesmo nas comunidades ribeirinhas mais isoladas da Amazônia têm muita gente investindo. É claro que não cobre tudo. Das populações indígenas, muitos são alcançados. Há povos não alcançados? Sim, mas cada vez mais a gente tem chegado a eles. Então, a primeira coisa seria isto: verificar, no Brasil, onde ainda está ausente o testemunho do evangelho de Jesus Cristo e nos concentrarmos nesses pontos no Brasil.

E abrirmos nossa mentalidade para a missão transcultural no sentido de missionários brasileiros serem enviados para fora. A igreja brasileira, hoje, deve deixar de ser uma promessa de ser um celeiro missionário e ser transformada numa realidade. O grande problema hoje é o dinheiro. Não nos falta missionários querendo sair do Brasil, o que faltam são igrejas dispostas a pagar pelo sustento deles fora do Brasil. Infelizmente, são poucas as igrejas que dispensam qualquer recurso financeiro para enviar missionário para fora. O discurso missionário está vivo, mas quando chega a hora de fazer missões de forma prática, financiando o trabalho missionário, dizem não.

Tem missionário brasileiro que está sendo mantido por juntas americanas e européias. As igrejas brasileiras deveriam assumir seus próprios missionários, mas, infelizmente, como você mesmo colocou, estão mais preocupadas em dar visibilidade aos seus ministérios, oferecer conforto à sua membresia do que cumprir a Grande Comissão. É um pecado isso. É um pecado dos nossos dias, mas é um pecado.

PJ – Recorrentemente, fala-se sobre a vinda de Cristo. Qual a sua perspectiva para o futuro, como pastor, como pessoa, como servo do Senhor para a igreja evangélica brasileira e para o Brasil de um modo geral?

JC – Em duas palavras, o futuro da igreja brasileira para mim é América e Europa. Eu creio que nos tornaremos, daqui a cinqüenta anos, no que eles são hoje. Seremos nominais na maioria, secularizados e empobrecidos na fé.

PJ – Ou seja, não é uma visão otimista.

JC – Não. Nós caminhamos vinte ou trinta anos atrás deles em tudo, inclusive na experiência religiosa. Penso que Jesus quando disse: quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na Terra? Ele sabia o que estava falando. Eu não imagino um grande avivamento nos últimos dias. Imagino um grande esfriamento, e, se não houver alguma perseguição sobre a igreja, teremos um igreja cada vez mais inconversa, um cristianismo cada vez mais nominal e uma experiência religiosa sem piedade. Somente uma perseguição pode mudar a situação da igreja. Uns falam em avivamento, mas eu imagino a perseguição.

PJ – Um livro.

JC – Maravilhosa graça, do Phillip Yancey.

PJ – Um filme.

JC – O homem bicentenário, com Robin Williams.

PJ – Um homem.

Enéas Tognini

PJ – Uma mulher.

Dona Vera, minha mãe

PJ – Um pastor.

JC – Russell Shedd e Enéas Tognini, meu mentor.

PJ – Uma música.

Bridge over trouble waters – de Paul Simon, mas com Elvis cantando.

PJ – Um lugar especial.

Minha casa – nada é melhor que o lar

PJ – Um ano especial.

2009 – amo o presente, aprendo com o passado e não me preocupo com o futuro

PJ – Se o senhor pudesse, o que escreveria em seu epitáfio?

Não chore por mim, pois não estou aqui. O que é mortal foi absorvido pela vida. Estou no céu com Jesus.

PJ – Marina Silva para presidente?

JC – Hoje eu não sei quais são as opções. Em primeiro turno eu daria um voto por confiar nela como pessoa, como cidadã. Pena que eu sei que ela não teria força política necessária para fazer as mudanças, mas é uma pessoa de integridade, de caráter, de compromisso suficiente. Mas eu confesso que seria um grande dano para ela, por não ter estrutura física e psicológica para encarar um fardo tão pesado, mas é alguém que se Deus der saúde e força vale a pena.

João Guilherme dos Anjos

No dia 10/10/09, saí de Brasília, juntamente com Pr. José Carlos, a Rita Elisiete e seu esposo, “Bira”, rumo a Poços de Caldas – MG. Objetivo: conhecer mais um campo missionário apoiado pela PIBB.

Igreja Batista Nacional Filadélfia

Igreja Batista Nacional Filadélfia

Eu, particularmente, gosto muito de conhecer novas igrejas. É muito gratificante e enriquecedor poder viajar pelo nosso grande país conhecendo o povo de Deus, vendo a maneira como ele trabalha de forma tão especial com cada filho seu e a fidelidade dispensada aos seus servos que se dispõem a anunciar as boas novas do Evangelho. Não há preço que pague o privilégio de poder ser testemunha do Evangelho transformador operante.

Em Poços de Caldas, fomos conhecer a Igreja Batista Nacional Filadélfia, aos cuidados do Pr. Renato Pereira da Silva, 46 anos, e pela sua esposa, Pra. Elayne Francine da Silva Pereira, 36 anos.

Pra. Elayne e Pr. Renato

Pra. Elayne e Pr. Renato

A cidade é muito aconchegante, vale muito a pena conhecer. É muito conhecida por se encontrar no chamado circuito das águas, uma região onde acredita-se a água possui propriedades terapêuticas.*

Cachoeira no Rio das Antas

Cachoeira no Rio das Antas

Os trabalhos liderados pelo Pr. Renato começaram em dezembro de 2007 com reuniões domésticas e há 1 ano e 3 meses se reúnem no templo onde está localizada hoje, cujo endereço é Rua Dr. Mário Xandó de Oliveira, número 05, bairro São Geraldo, Poços de Caldas – MG.

Além de poder conhecer o trabalho desenvolvido pelos irmãos naquela cidade, pudemos testemunhar também a alegria da celebração pelos 21 anos de ministério do Pr. Renato e a ordenação da Elayne, sua esposa, como pastora local.

Se você, caro leitor, for a Poços de Caldas, não deixe de conhecer essa igreja formada por pessoas tão amorosas e acolhedoras. Poderá desfrutar do amor de Deus na expressão do amor ao próximo e também ser testemunha do maravilhoso poder do Pai.

* Para mais informações sobre a cidade, clique aqui.

João Guilherme dos Anjos

TUDO À VISTA Voluntário demonstra o novo sistema

TUDO À VISTA Voluntário demonstra o novo sistema

Um novo dispositivo de segurança está causando polêmica no aeroporto de Manchester, na Inglaterra. Desde a terça-feira 13, os passageiros passam por uma máquina de raio X capaz de detectar qualquer objeto escondido no corpo da pessoa. O procedimento dura alguns segundos e ocorre dentro de uma cabine isolada, na qual uma imagem em preto e branco é feita por meio de ondas eletromagnéticas. O resultado final tem formato tridimensional e mostra todo o corpo do passageiro.

O principal objetivo é encontrar armas e explosivos escondidos. Além de substituir o procedimento-padrão, a nova técnica é realizada sem que o passageiro seja obrigado a tirar peças de roupa, como tênis, sapatos ou casacos. No entanto, o aparelho não é unanimidade entre os usuários. A qualidade das fotos permite, por exemplo, identificar piercings, implantes nos seios e contornos do corpo. Para alguns, a ferramenta invade a privacidade dos passageiros.

Segundo Sarah Barrett, representante do aeroporto, não é possível fazer o reconhecimento dos passageiros por meio das fotos. “O processo é totalmente anônimo. A imagem produzida não permite identificar características como cabelo ou feições do rosto”, afirma. Além disso, as fotos não podem ser copiadas ou armazenadas. Quanto a possíveis danos à saúde, Sarah garante que os níveis usados são extremamente seguros.

Para Gianfranco Beting, especialista em aviação e diretor de marketing da Azul Linhas Aéreas, a nova técnica é “desrespeitosa e deplorável”. “Quem quer ser desnudado antes de fazer uma viagem?”, questiona. Na avaliação de Beting, a diminuição do tempo gasto na segurança é relativa. “O grande problema não é tecnológico, mas arquitetônico.

O gargalo dos aeroportos é operacional. Se as tecnologias atuais tivessem duas ou três vezes mais espaço de utilização, seriam capazes de dar a vazão adequada aos horários de pico”, diz. No aeroporto de Manchester, a utilização do aparelho é provisória e os passageiros podem optar em usar a máquina ou passar pela revista tradicional. A máquina será testada durante 12 meses e os resultados serão encaminhados ao Departamento de Transportes, que decidirá pela utilização definitiva ou não da tecnologia.

 Fonte: ISTOÉ

Ricardo Gondim

Ébrios, buscamos a felicidade; encarnamos personagens pascalinos – “Até os suicidas se enforcam na ânsia de serem felizes”. Os parachoques de caminhão ensinam que “dinheiro não traz felicidade”. O contrário, menos popular, também é verdadeiro: Esmolamos qualquer dinheiro para ser felizes. A felicidade ganharia qualquer concurso como padroeira última e maior da existência.

Por anos imaginei que bastaria professar a fé cristã para, automaticamente, encontrar um Nirvana de delícias. Contudo, aprendi, ao longo dos anos, que muitos cristãos, na verdade, nunca experimentaram nenhuma nesga do Paraíso.

Aliás, já deparei com não cristãos gozando uma vida mais ajustada, mais redonda, mais plena do que muitos piedosos. Pastores e sacerdotes deveriam ser mais claros e avisar: A fé cristã não significa felicidade automática.

Há pouco, ouvi um programa evangélico alardeando: “Se você passa por dificuldades, se tem tribulação, basta dizer sim para Jesus e será feliz”. Sem gaguejar, o pregador declarou: “Deus está à sua disposição. Ele quer lhe tirar do sufoco”. Depois emendou: “Repita a oração que eu garanto, sua vida será transformada em um piscar de olhos”.

Basta uma semana em qualquer comunidade evangélica para constatar que não acontece assim. Inúmeros convertidos lutam contra miséria em periferias urbanas. Os mais favorecidos não entendem o porquê de mesmo com folga financeira continuarem angustiados, apavorados, sufocados por dívidas no cartão de crédito, ansiosos, irritadiços, insones e nervosos. A pregação, “se converta e você será feliz” é tão falsa quanto um diamante vendido por vinte dólares.

Vida abundante não se acha, é construída. No Sermão da Montanha, os bem-aventurados são chamados de “felizes” não porque passaram por uma experiência mística ou esotérica, mas como resultado do jeito que vivem.

Felicidade não cai do céu. Não vem de fora para dentro, mas flui de dentro para fora. Anjos não brindam as pessoas com alegria. Na cartilha de Jesus o caminho é outro. Buscar o reino de Deus e sua justiça faz brotar os ingredientes que geram felicidade. Para ele, felicidade nunca é estação, mas maneira de viajar.

Eis o motivo porque ser feliz parece difícil. Os caminhos que conduzem a um patamar mais excelente passam por ações pouco atrativas. Quem se arrisca preferir os outros ou esvaziar-se do sonho de virar um semideus? Humildade, indisposição para a arrogância são o contraponto do Evangelho. Daí: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”.

Cristo foi diretivo: “Aprenda a chorar”. Paradoxal ao mundo, felicidade tem a ver com sensibilidade, ternura, fragilidade. Por isso: ”Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”.

Também insistiu em um tema pouco popular: “Queira ser manso”. Jesus entendia que mansidão significa abrir mão de reivindicar prerrogativas egoisticamente; significa desistir de querer sempre ganhar. Por isso: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”.

Cristo indicou o código para uma mente tranquila. “Atreva-se a amar o que é digno”. Os que almejam a felicidade devem, em todos os atos, fazer sempre a pergunta: “Será que isto é justo?”. Para ele, quem ama a justiça e nutre um desejo enorme de vê-la praticada, será feliz. Então: “Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão fartos”.

As palavras de Jesus ainda ressoam: “Queira ser misericordioso para com os fracos, paciente com os que não conseguem alcançar seu padrão e compreensivo com os que se atrasam, fracassam e tropeçam em seus próprios erros”. A atitude empática para com os derrotados desemboca na felicidade. Tal pessoa encontrará compreensão no dia em que precisar, portanto: “Bem-aventurados os misericordiosos porque eles encontrarão misericórdia”.

Jesus convocou seus seguidores a serem coerentes: “Busque ser limpo de coração”. Não permita sombras, caminhos dobres, torpeza, hipocrisia, falsidade ou dolo. Para ele, quem vive uma vida honesta, será feliz. E sua declaração chegou às raias da mais esplêndida ousadia: “Bem aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus”.

Jesus incentivou a concórdia e ordenou que se promovesse a paz: Não seja agente de cizânias, jamais catalise ódios, não suscite a vingança e nunca espalhe dissensão. Reconcilie os que se odeiam, reuna os diferentes, promova o amor e você será feliz. Daí o texto: “Bem aventurados os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus”.

Ele aconselha a seus seguidores que sejam pessoas de idéias nítidas, convicções sólidas, pontos de vista verdadeiros. Se essa postura trouxer o ódio alheio e se sua fé não for bem aceita, continue, a história premiou todos os que se comportaram assim. Os claudicantes, os pusilânimes, os covardes jazem nos armazéns do Hades. Ninguém lembra o opressor, os perseguidos são lembrados. O texto reza: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e mentindo disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós”.

Felicidade não é circunstancial, ponto final.

Soli Deo Gloria

Fonte: Ricardo Gondim

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