
Fonte: Blog do Jasiel
Julho 8, 2009

Fonte: Blog do Jasiel
Julho 8, 2009
Quando se afirma que uma determinada pessoa é líder, isso não significa necessariamente um acréscimo de qualidade positiva àquela pessoa. Denominam-se de líderes, por exemplo, desde os governantes aos chefes de gangues; dos gestores de empresa aos sacerdotes de uma religião. Enfim, seja para o bem ou para o mal, os líderes existem. Se estiver correto o conceito de que liderança é basicamente influenciar pessoas, a história registra líderes que assassinaram milhões de pessoas, como o soviético Joseph Stálin, e líderes que conduziram suas nações ao progresso social, como o pastor americano Martin Luther King Jr. Portanto, não basta ser um líder. Importa que o líder seja um ser humano dotado da capacidade de inspirar, apoiar e mobilizar pessoas a cumprir uma missão.
O mérito da liderança não é exercê-la como um fim em si mesmo, mas a capacidade de usá-la para servir. Há outros fundamentos básicos da liderança, como caráter e integridade – e essas são características que podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa. O servo que lidera é marcado pela singularidade do bom caráter, que nada mais é que a manifestação pública do seu estado de ser. Conheço mais servos que são líderes do que líderes que são servos. E há muito mais gente escrevendo para os líderes do que para os servos. Depois que li O monge e o executivo, de James Hunter, que anima os líderes a serem servidores, fiquei pensando em escrever um livro intitulado “O coroinha e o office-boy”. Não seria uma réplica – apenas uma forma de falar de serviço a partir do público que serve e tem um potencial extraordinário para liderar.
O detalhe é que nem sempre o pastor titular é o grande líder de uma igreja. Nem sempre o artilheiro é o líder do time de futebol, assim como há gerentes que exercem muito mais liderança numa empresa do que o presidente da corporação. Muitas vezes, os líderes não têm qualquer posição oficial no grupo a que pertencem, mas se destacam por sua integridade, carisma, caráter, capacidade de influenciar as pessoas para o bem comum. A essência mais básica da liderança é o cuidado especial para servir as pessoas. O líder, neste contexto, se realiza em cumprir o seu papel peculiar de tornar os seres humanos mais humanos. O ser humano é a matéria-prima do servo que lidera. E, se a matéria-prima dos líderes é o ser humano, o produto final que realiza esses líderes é o desenvolvimento máximo das pessoas que lideram. Em geral, os servos que lideram agem assim e nunca souberam conscientemente o bem realizado.
Ora, se liderança é influenciar pessoas pelo exemplo e pelo caráter, qual outro líder na história da humanidade conseguiu influenciar pessoas tão positivamente e por tantos séculos senão Jesus de Nazaré? Seu propósito não era liderar, era servir. Todos nós temos sérias suspeitas sobre o cristianismo e sobre a incoerência das instituições cristãs; mas, nem mesmo os opositores da religião cristã têm qualquer suspeita sobre a capacidade extraordinária do serviço de Jesus Cristo prestado à humanidade. Nessa tentativa de propor uma liderança marcada pela integridade, bom caráter, compromisso com a plenitude de vida para todas as pessoas, e, naturalmente relacionados ao exemplo de Jesus Cristo, o perfil proposto nesta reflexão estará sempre denunciando inadequações, equívocos e atitudes que podem ser melhoradas na liderança. O propósito não é provocar uma sensação de culpa, muito menos sugerir que alguém pode ser melhor do que outras pessoas. A intenção é fortalecer uma necessidade básica para toda e qualquer liderança – a necessidade fundamental de servir, em aprendizado e crescimento contínuos. Aprender sempre, mas nunca para ser melhor do que os outros; basta ser e fazer, a fim de se tornar o dia de hoje melhor do que o de ontem.
A partir deste raciocínio, fica evidente que a primeira tarefa do líder é cuidar de si mesmo. Há um consenso muito evidente entre todos os estudiosos sobre liderança: o de que ninguém consegue liderar outras pessoas se não gastar tempo, muito trabalho e sabedoria em liderar a si mesmo. Se a tarefa primária da liderança é amar, servir e influenciar os outros, o próprio líder é a primeira pessoa a desfrutar dessa tarefa. O líder precisa ser inspirado por seus valores, fortalecido pelo prazer de servir e motivado pela capacidade de se sacrificar. Se os monges e executivos precisam ser lembrados sobre suas potencialidades em servir, os servos – tanto os coroinhas como os office-boys da vida – precisam ser desafiados a exercer suas capacidades para que possam liderar. Não há como pensar de forma diferente: a tarefa de liderar requer de quem a exerce muita disciplina pessoal, investimento em conhecimentos diversos e, acima de tudo, conhecimento e domínio sobre si mesmo.
Carlos Queiroz
Fonte: Cristianismo Hoje
Julho 6, 2009
Bento XVI anunciou no domingo 28 uma descoberta que lança luz sobre os primeiros anos da Igreja Católica. Amostras retiradas da ossada existente numa tumba no subsolo da segunda maior basílica de Roma foram submetidas a testes de datação, e as conclusões são de que se trata dos restos de uma pessoa que viveu entre os séculos I e II. Elas “parecem confirmar a unânime e incontestável tradição de que são os restos mortais do apóstolo Paulo”, festejou o papa. A relevância da descoberta não está em fornecer evidências materiais sobre o homem que expandiu o cristianismo para além das fronteiras estreitas de uma seita judaica da periferia do Império Romano. Não há necessidade disso. A vida e a obra do Apóstolo dos Gentios são as mais bem documentadas entre os primeiros santos do cristianismo. O valor religioso do exame científico está em atestar a consistência da tradição católica e reforçar a Basílica de São Paulo Fora dos Muros como um local de veneração. No século IV, o imperador Constantino mandou erguer a igreja sobre um antigo cemitério romano, do lado externo das muralhas que protegiam a cidade dos bárbaros, exatamente porque o lugar era conhecido como o do túmulo de São Paulo.
Não foi a única novidade sobre o santo. No mesmo domingo, foi revelada a mais antiga imagem de São Paulo, um afresco do século IV encontrado durante as obras de restauração das catacumbas de Santa Tecla, a alguns quarteirões de distância da basílica. A pintura foi descoberta no teto de um pequeno aposento que esteve soterrado por séculos. A identificação do apóstolo foi imediata porque coincide com as características físicas descritas em textos dos primeiros cristãos, como a barba escura e fina na ponta, a calvície, o nariz grande e os olhos expressivos. Um afresco de São Pedro também foi encontrado, mas em muito pior estado de conservação.
Segundo a tradição, a Basílica de São Pedro, no Vaticano, foi erguida sobre o túmulo do primeiro papa. Essa crença foi posta à prova por arqueólogos que exploraram um túmulo existente no subsolo da construção. Submetido a testes de datação, o conteúdo revelou os restos de alguém que tinha entre 60 e 70 anos e viveu no século I. Em 1968, o papa Paulo VI anunciou com estardalhaço que se tratava, sem dúvida, dos restos de São Pedro. Paulo e Pedro foram contemporâneos e ambos morreram como mártires da Igreja. Acredita-se que São Pedro tenha sido crucificado (de cabeça para baixo, segundo a tradição) no ano 64, por ordem do imperador Nero. Graças à cidadania romana, São Paulo escapou da cruz, para ser decapitado em algum momento entre os anos 65 e 67. Reza a tradição que o corpo e a cabeça do santo foram sepultados em locais diferentes – a cabeça estaria na Basílica de São João de Latrão, também em Roma.
Em 2002, ainda sob João Paulo II, arqueólogos iniciaram a escavação do túmulo sob a Basílica de São Paulo, onde descobriram uma urna e uma placa com a inscrição “Paulo Apóstolo Mártir”. Eles fizeram um minúsculo furo numa das laterais de mármore e inseriram uma pequena sonda, que recolheu amostras da ossada que está lá dentro. O material extraído foi submetido ao teste de carbono 14, técnica utilizada para calcular a idade de materiais antigos. Junto aos restos mortais foram encontrados também alguns grãos de incenso e dois pedaços de tecido de linho, um de cor púrpura com bordados de ouro e outro azul – ambos identificados como peças luxuosas, o que reforça a suposição da existência de ricos entre os primeiros cristãos.

São Paulo era um judeu nascido entre os anos 4 e 8, possivelmente em Tarso, então uma grande cidade grega na rota entre a Europa e a Ásia. Seus pais eram escravos libertos, mas ricos o suficiente para mandar o filho estudar com um grande rabino em Jerusalém. Adulto, ele se tornou um perseguidor implacável da seita cristã – ainda que não esteja claro por que agia assim. Ele próprio deixou relatos sobre sua conversão, ocorrida no caminho para Damasco, depois de uma visão. Após se converter, Paulo dedica-se, com enorme sucesso, à tarefa de expandir a fé pelo Império Romano, especialmente por seu coração, Roma.
Ainda mais importante, foi ele quem formulou a doutrina de maneira teológica e separou o cristianismo do judaísmo. Para São Paulo, os pagãos não precisavam submeter-se aos rituais judaicos, como a circuncisão e as regras dietéticas, pois bastavam o batismo e a fé em Cristo. “Paulo deu ao cristianismo um caráter universal”, diz o teólogo Geraldo Hackmann, o único brasileiro na Comissão Teológica Internacional do Vaticano. A influência de São Paulo sobre a cristandade pode ser medida numericamente. Dos 27 livros do Novo Testamento, treze são atribuídos ao apóstolo. Desses, sete são considerados realmente autênticos, e os demais, escritos em seu nome por seguidores. Quase metade do livro dos Atos dos Apóstolos, escrito pelo evangelista Lucas, relata as viagens evangelizadoras de Paulo. As descobertas envolvendo seu túmulo reforçam sua presença na tradição cristã.
Fonte: Veja
Julho 3, 2009

Neste sábado teremos a presença do Rubão no culto jovem da Pibb e você não pode ficar de fora. Rubão é um homem de Deus, poeta e músico de primeira com vários anos de estrada e compromisso com o evangelho. A noite ficará por conta dele que vem acompanhado de sua banda, uma galera que manda muito bem. E aí vai ficar de fora? Sabadão é dia de celebração, dia de comunhão e adoração, é dia de Pibb Jovem. Agurdamos você.
Julho 3, 2009

Fonte: Blog do Jasiel
Junho 30, 2009

Michael Jackson aos 50 anos numa possível reconstituição sem as cirurgias plásticas.
Paulo Brabo
A fama é o pecado de se tornar importante para alguém que você não conhece e que não conhece você.
Diz-se da pornografia que ela é degradante para os homens e mulheres que se despem e se rebaixam ao sexo explícito em benefício do espectador. Porém o segredo da pornografia, a verdadeira chave de sua atração e de sua consagração, está em que ela é tão degradante para o espectador quanto para o envolvido na sua produção. Nada há de inerentemente humilhante ou atraente no sexo, mas a pornografia oferece um pacto mútuo de desumanização, e nisso reside o seu apelo.
A fama e a pornografia são indistinguíveis nisso, no que fornecem um mesmo acordo de desumanização entre produtor e consumidor, entre artista e espectador, entre famosos e fãs.
Absolutamente ninguém encarnou melhor essa potência do que Michael Jackson, o homem mais irresistível do mundo, o rapaz bonito que se desfigurou publicamente porque, muito evidentemente, nós o desfiguramos. Agora que a Fera está morta podemos reconhecer, como numa reviravolta muito rasa de Shyamalan, que os desfigurados somos nós, porque adoramos um homem que não conhecíamos e o destruímos no processo. A fama não cria deuses, só cria bodes expiatórios.
Um homem derramou a sua beleza por nós, e nós o consumimos.
Vi no Práxis Cristã
Junho 30, 2009
Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. [1Corintios 12.4-7,11]
Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está identificado. Os conceitos de inteligências múltiplas (ver de Howard Gardner) e de dons e ministérios indicam que todas as pessoas são dotadas de recursos para realizações úteis. Quando somos conscientes dos recursos que nos são inerentes ou que recebemos e ou adquirimos ao longo da vida, podemos discernir melhor a contribuição que podemos dar para o bem comum.
Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está disponibilizado de forma organizada. Contribuições pontuais e ações eventuais não são suficientes. A vocação é exercida numa rotina de atividades por meio das quais canalizamos nossos recursos para suprir necessidades específicas das pessoas.
Você sabe que tem uma vocação quando sua contribuição independe de remuneração. Na verdade, quando você está inclusive disposto ou disposta a pagar para continuar a fazer o que faz. Paulo de Tarso era fazedor de tendas por ocupação e apóstolo por vocação. Sua atividade apostólica não dependia de remuneração, e inclusive era, de quando em vez, auto-financiada.
Você sabe que tem uma vocação quando existe uma necessidade do/no mundo a respeito da qual você se sente responsável. Pode ser um grupo social, um povo, uma instituição, uma causa, enfim, algo pelo que você se sente impelido ou impelida a fazer alguma coisa.
Você sabe que tem uma vocação quando aquilo que você faz exige mais do que mera intuição, exige capacitação. Para exercer uma vocação você deve se comprometer a estudar, se aperfeiçoar e se desenvolver de modo a fazer cada vez melhor e com mais excelência, eficiência e eficácia aquilo que faz.
Você sabe que tem uma vocação quando as coisas que acontecem ao redor de sua atuação se explicam apenas pela ação do Espírito Santo. O chamado divino para uma tarefa específica se faz sempre acompanhar dos recursos divinos para sua concretização e sucesso.
Você sabe que tem uma vocação quando recebe constante feedback (retorno) de pessoas que agradecem e glorificam a Deus pela sua vida. O critério último de uma vocação não depende de quanto você gosta do que faz, mas de quanto as pessoas são abençoadas pela sua contribuição.
Você sabe que tem uma vocação quando, ao final de um artigo a respeito de vocação, você não tem um monte de interrogações na cabeça. Como na conversa em que um jovem pergunta ao pastor como saber se está apaixonado, e o pastor responde “Não sei, mas sei que você não está”. Quem precisa perguntar “como posso descobrir minha vocação?”, ainda não a descobriu – não significa que não tem uma vocação, mas que ainda não sabe qual é.
Ed René Kivitz
Fonte: IBAB
Junho 30, 2009

Fonte: Blog do Jasiel
Junho 26, 2009

Em Pernambuco, no Quarto Distrito Rural de Caruaru, numa feliz investida evangelística, Damião, um matuto morador daquelas bandas foi alcançado pelo amor de Deus. Um homem envolvido com os movimentos culturais de base, lá no Sítio Serrote dos Bois, zabumbeiro “marrudo”, “triangueiro” de marca maior, entregou sua vida a Jesus… Largou a “bebedice”, o cigarro, a jogatina, a prostituição, “deu de mão para o pecado”, “passou pra lei de crente”, pela graça de Deus se tornou uma nova criatura. Mas, ainda na alegria do primeiro amor, teve uma notícia que o deixou sem jeito. Um religioso, “cheio de boas intenções” o advertiu:
- Damião, esqueça a zabumba e o triângulo. Daqui para frente você é um servo de Deus e Deus não gosta dessas coisas!
Damião engoliu seco. A notícia bateu no seu coração como uma paulada. De forma que a situação entristeceu aquele “cabra” recém-convertido. Porém, como todo bom matuto, o sujeito ficou desconfiado com a história…
- “Ôxente!” Onde é que tem isso na bíblia?
Perguntou Damião a si mesmo. Então, começou uma busca bereana, de Gênesis a Apocalipse, procurava diligente onde era que tinha na Bíblia que tocar zabumba era pecado. Procurou, procurou e nada… Não havia nenhuma referência no Livro Santo, do repúdio de Deus aos seus queridos instrumentos musicais. Damião, convertido, se convenceu:
- O irmão “tá” errado!
Concluiu categórico. E a partir daí começou a tentar convencer seus líderes a deixá-lo fluir na condição de músico regional. Tentou daqui, tentou dali até que conseguiu dobrá-los. Resultado: Hoje ele toca sua zabumba, num grupo que ele mesmo fundou, chamado Banda Sertão Cristão Nordestino, junto com outros forrozeiros convertidos. Evangelizando seus vizinhos do Quarto Distrito Rural de Caruaru e tantos outros conterrâneos, da imensa região brasileira chamada sertão nordestino.
De fato, Damião está com razão, tem fundamento as suas convicções, não há pecado em ser cristão contextual, mas onde começou toda esta história de que tocar zabumba e triângulo na igreja é pecado? Esta celeuma vem lá da origem da Igreja no Brasil. Muito embora seja inegável a importância que a igreja tem, ao longo da sua existência, como promotora de cultura, onde grandes pensadores, artistas, educadores, teólogos e tantos outros cristãos, têm contribuído com a cultura na qual estão ou estiveram inseridos. Particularmente, desde os nossos primeiros missionários, constatamos uma patente preocupação e zelo destes pioneiros evangelistas na instituição de estabelecimentos de ensino, que contribuíram, de forma profícua com o enriquecimento cultural de várias gerações (veja por exemplo, a criação dos colégios batistas e da escola Mackenzie). Por outro lado, boa parte destes mesmos pioneiros religiosos, rechaçou as manifestações culturais populares brasileiras, expressas por uma gama extraordinária de ritmos, folguedos, figurinos e tantos outros costumes e elementos que nos são peculiares (entre eles, por exemplo, o forró de Damião e sua zabumba). Como se estes homens, vindos de terras tão distantes, com tanta abnegação e obediência ao Pai, tivessem trazido na bagagem, além da Bíblia, a sua cultura. Sendo que a Bíblia eles pregaram com amor e a cultura eles impuseram com rigor.
Ainda hoje, em muitas comunidades cristãs, notamos o mesmo empenho e esforço na promoção da formação acadêmica da sociedade na qual estão inseridas, fato que é louvável, mas infelizmente, ao mesmo tempo, inapropriadamente, estas mesmas instituições criam barreiras enormes, verdadeiras cortinas de ferro nas suas portas, deixando do lado de fora toda riqueza da cultura popular brasileira, e não só isso, tentam desestimular a Eclésia a fomentar quaisquer tipo de produção cultural que aponte no sentido do que é nosso.
Talvez por zelo inadequado ou preconceito, a mensagem do Evangelho que rende tantos frutos, muitas vezes vem aliada, de maneira anacrônica, a exclusão de um culto contextual, moldado à nossa belíssima cultura. Somem-se a este fato, os esforços que são envidados em ensinos de falsos conceitos sobre o uso destes mesmos elementos fora do ambiente eclesiástico. Desaconselhando a igreja a não se envolver com “coisas” como a zabumba e o triângulo de Damião. De forma que, as mesmas pessoas que têm enriquecido a tantos com o ensino da graça redentora de Cristo e na formação acadêmica dos seus seguidores, atuam empobrecendo o meio em que vivem, pelo afastamento das nossas expressões culturais de raiz. Sucedendo que a mesma igreja que constrói grandes estabelecimentos de ensinos e belas catedrais, ao mesmo tempo moldou estas instituições à cultura estrangeira. (leia-se: principalmente, americana e européia).
Que grande desperdício! Um lamentável equívoco, que ainda hoje encontra seio, entre muitas igrejas históricas. Onde a definição do que é sacro e do que é profano, se confunde entre o que é americano e o que é brasileiro, entre o que é britânico e o que é tupiniquim, entre o que é popular e o que é erudito. E vai caminhando assim, patinando na lógica e na razão, se fechando radicalmente a tudo o que é próprio do nosso povo, com se a graça comum fosse incapaz de alcançar nossa querida nação brasileira, ou como se o dom criativo popular fosse propriedade do pecado, ou “coisa do capeta”, como se Deus fosse apenas, Deus para os eruditos.
Porém, como todo movimento reacionário incita uma manifestação contrária, esta “clausura cultural cristã”, parece ter suscitado, principalmente, entre os neo-pentecostais, uma nova comunidade disposta a quebrar paradigmas, a romper de vez com o tradicionalismo, que impôs limitações a produção cultural. Porém, esse contra-movimento, veio com tanto ímpeto que, em muitos casos, ultrapassou as raias do bom senso, caindo no outro extremo, fato que não é difícil se verificar. Veja quantas expressões culturais que conflitam com a Palavra de Deus têm sido corrente no nosso meio. Muitos dos “nossos” cultos, por exemplo, estão impregnados da cultura afro-religiosa, extrapolando todos os limites do sincretismo. É só ligar a televisão e o que se vê, na maioria das vezes, é um Pr. vestido de pai de santo promovendo sessões de descarrego, ou culto da rosa ungida, entre outros e outros descaminhos.
O uso inconseqüente da cultura popular tem dado uma contribuição significativa ao enfraquecimento do evangelho vivido atualmente na igreja brasileira. É onde zabumba de Damião pode se tornar nociva. Quando ela é tocada para fazer a moçada dançar forró. Quando de ferramenta a serviço do Reino, passa a ser um instrumento a serviço da indústria (riquíssima) do entretenimento gospel. A qualidade do que se canta, do que se dança e das peças teatrais, muitas vezes, tem se tornado questionável, pois a base bíblica das letras e dos textos empregados tem dado lugar, desnecessariamente, ao popularesco inócuo. Neste caso a igreja faz um desserviço à cultura e principalmente ao Evangelho.
Fazendo uma leitura rápida do Evangelho, de como Jesus se comportava diante da cultura que ele vivia, é notória a sua naturalidade a esse respeito. Ele era um cidadão comum, nem fugia dela, nem tão pouco a exaltava. Ele simplesmente vivia dentro do contexto cultural da época. Quando falava aos pescadores, suas narrativas eram dentro deste contexto cultural. Aos agricultores, suas parábolas eram sobre agricultura. Quando se dirigia aos religiosos Ele usava as Escrituras Sagradas com habilidade e conhecimento. Em meio aos doutores era um erudito que encantava desde a adolescência. Jesus cantava as músicas que todos cantavam, usava vestes iguais a que todos se vestiam, comia o que todos comiam, ia a festas como todo mundo ia… Um homem inserido no meio do povo, de tal forma que para que os que vieram prendê-lo pudesse o reconhecer, foi combinado um sinal, um beijo.
Que nós aprendamos com o Mestre, que não tenhamos medo da cultura a ponto de castrá-la, nem tão pouco a utilizemos a serviço do besteirol ou do mercado, fatos tão comuns atualmente. Há uma mensagem maravilhosa a ser pregada. Milhões e milhões de pessoas precisam saber das boas novas. Damião com sua zabumba tem usado este veio maravilhoso, tantos outros discípulos de Jesus têm trilhado nesta mesma direção e produzido com sucesso. Que a igreja possa utilizar com racionalidade de toda riqueza cultural que dispomos, para glorificar a Deus e fazê-lo conhecido entre as nações.
Fonte: Ministério Sal da Terra
Junho 25, 2009

Fonte: Blog do Jasiel
Junho 24, 2009
Quem não viu o rosto da menina belga tatuada com 56 estrelas no rosto?
Sim, se não todos, quase. Por isso, não quero mostrar sua foto nem falar que ela admitiu que mentiu, que realmente pediu as 56 estrelas, mas que inventou a história depois de seu pai ter ficado furioso com a nem tão boa assim notícia.
Faço esta postagem sobre o assunto para chamar a atenção ao indivíduo que tatuou a menina. Sinceramente, mesmo que estivesse com qualquer intenção de fazer qualquer tatuagem, eu mudaria de ideia na hora depois de me deparar com a figura. Pelo amor de Deus, como uma pessoa consegue ficar desse jeito. Para quem não se atentou a este detalhe, olhe a foto do cidadão aí em baixo.

Rouslain Toumaniantz, o tatuador. Se você prestar atenção, consegue ver sua traqueia.
João Guilherme dos Anjos
Junho 24, 2009
Tem-se visto muito nos últimos dias o imbróglio diplomático que tem sido causado por causa do caso Sean Goldman. A disputa entre uma mãe brasileira e um pai estadunidense para ver quem fica com a guarda da criança.
Disponibilizo a ata notarial de uma entrevista que a psicóloga Terezinha Feres-Carneiro fez com o menino Sean Goldman para saber o que ele pensa sobre tudo isso e o que ele quer.
Confesso que não sei até que ponto o menino está falando sem nenhuma intervenção ou influência.
Clique aqui para ler.
João Guilherme dos Anjos
Junho 24, 2009
No último dia 17, o ministro presidente do Supremo Tribunal Federal decidiu que não é necessário o diploma de jornalista para que se exerça tal profissão, esta acompanhada pelos demais ministros.
Não pretendo fazer qualquer análise sobre o assunto, até porque não me considero o mais competente para isso.
Quero apenas ponderar que fiquei realmente na dúvida se isso era bom ou ruim. Até que ponto pode a defesa da liberdade de expressão e até que ponto o controle não se torna autoritarismo?
Então, vi no editorial da Veja dessa semana que eles concordaram com a decisão. Se quem eu esperava que mais fosse combater, defendeu, é porque realmente há seus fundamentos.
Sem dúvida, o pretexto a que o decreto que regulamentava o assunto foi criado era escuso. Porém, também não acho que ficar sem qualquer normativo não é o mais prudente.
Enfim, o importante é que agora eu, colaborador deste humilde blog, não preciso mais me preocupar por estar, eventualmente, cometendo o crime de exercício legal da profissão!
João Guilherme dos Anjos
Junho 24, 2009
A música do clip abaixo me faz sentir isso que chamam de nostalgia. Não pela música em si, muito menos pelo grupo, embora eu ache a música realmente bonita.
Essa música foi usada pela professora de inglês quando eu, ainda imberbe, estudava no ensino fundamental (1ª grau), para que pudéssemos aprender um pouco de vocabulário preenchendo lacunas de sua letra impressa. Enfim, o foco não é esse.
O fato é que me faz lembrar daqueles tempos de infância. Oh infância! Uma das melhores fases da vida, mas quando estamos nela não temos consciência nem sabedoria para aproveitá-la de forma completa! Às vezes sinto saudade da inocência, da ignorância ávida por descobrimentos, das amizades, muitas vezes puras. Às vezes sinto falta.
Porém, como o tempo não arreda o pé, sigo resgatando algumas lembranças quando surge a tal da nostalgia.
E agora compartilho com vocês (seja lá quem é que vai ver isso).
João Guilherme dos Anjos
Junho 17, 2009