Ricardo Gondim
Nossa vida se mistura às emoções. Apaixonados, lutamos para não deixar que os dias escorram como água entre os dedos. Imprecisa, não-evidente, enviesada, carente de construção, a vida não espera. Artesãos precisam talhá-la com a delicadeza dos joalheiros. No caldo da angústia universal, a vida aguarda que alquimistas transformem atrevimento em circunspeção; quer converter Valquírias em Marias, bárbaros em samaritanos.
A vida transcorre em constante mistério. De onde vem a percepção da beleza? Por que nos sentimos atraídos a entesourar instantes delicados do passado sob o signo da saudade? Por que, diante da morte que desfigura e esfumaça os olhos, permanecemos obstinados em aprender?
Inventamos perguntas: Para onde se expande a margem extrema do universo? Que mecanismo impede a mente de ressentir dores? Por que nos contemplamos diferente do que somos nos sonhos, embora nunca deixemos de ser nós mesmos?
A vida se perde porque, infelizmente, começamos com afirmações mas esquecemos as perguntas; não transformamos nossos pontos de interrogação em lupas. Presunçosos, não carregamos o pente fino da dúvida nos bolsos do colete. Covardes, tememos as aporias. Desistimos dos porquês infantis e ficamos com as certezas adultas, que nos entorpecem.
A vida se veste com os andrajos da tristeza. Agonizamos quando vemos a lama burocrática cobrir o vilarejo pobre. Impotentes, desistimos de resistir ao mal sistêmico, que negocia com a alma humana. Calamos quando testemunhamos as elites movimentando o motor-contínuo financeiro, que energiza as engrenagens da injustiça.
Perdidos, hesitamos na iminência da bondade e misericórdia desaparecerem do vocabulário religioso. Abatidos, vemos a sordidez sentar na cadeira da polidez, a implacabilidade ganhar da bondade e a ambiguidade ética amordaçar a solidariedade.
Entretanto, a vida é perigosamente trágica. Entramos no palco sem ter recebido qualquer roteiro; não passamos de atores que gaguejam, sem texto para decorar; personagens que atuam, sem noção do instante trágico, quando as cortinas descerão encerrando o espetáculo. Contracenamos com atores que mal conhecemos.
Vez por outra ouvimos apupos. Inutilmente procuramos máscaras sorridentes – aquelas que disfarçam constrangimentos. Sem coxia, não sabemos para onde fugir. Assumimos diferentes papeis mesmo sabendo que nos aguarda o fim trágico será inevitável. Todos sofrem. Quando finalmente nos acostumamos com os holofotes, o diretor grita: “Acabou!”.
Entretanto, a vida é bela – “e sempre desejável”, disse o poeta. O dilúvio não tem força de descolorir a aquarela que brota do sol, e se refrata na neblina. Homens e mulheres insistem em esperar novo céu e nova terra: o mundo impossível onde crianças brincam com serpentes, e o boi passeia ao lado do leão.
Sim, a vida é bela. Ainda é possível perceber o sopro do Espírito no farfalhar da folha que baila enamorada do vento. Somos convidados a celebrar o encanto de viver no gesto do ancião que planta uma árvore; na obstinação da mãe que ensina a filha surda a falar com as mãos; na leveza do menino que brinca com a capoeira e faz da luta uma dança.
Soli Deo Gloria

Fonte: Ricardo Gondim

 

Esse vídeo mostra um encontro de pessoas que possuem compulsão pela internet. Ele é uma propaganda no notebook Vaio W, da Sony, voltado para esse tipo de público. A reunião do grupo chamado de Associação dos Viciados em Mídia Social (AVMS) é muito parecida com aquelas que vemos com frequencia em filmes americanos – do tipo Alcoólicos Anônimos – e que vez ou outra são satirizadas por humorísticos. Mesmo assim, o roteiro e a produção estão muito bons, o que nos tira gargalhadas.

Vi no Bombou na web

 

Trabalhou comigo, anos atrás, uma moça da qual eu me lembro por três motivos. O primeiro é que ela comentou uma vez, de passagem, que quando estava se sentindo por baixo gostava de passar diante de um canteiro de obras: era inevitável que ao ver as suas pernas compridas os peões dissessem coisas que a faziam sentir-se bonita. Nunca esqueci esse comentário.
Outra coisa de que eu me lembro é ouvi-la contando, chocada, que estava parada num ponto de ônibus cheio de gente quando um sujeito gritou, de dentro de um carro, que ela tinha um nariz horrível. Chegou ao trabalho chorando de humilhação.
A última coisa de que me lembro é que ela vive em Paris há anos. Da última vez que conversamos não tinha planos de voltar.
Em Paris ela pode andar de minissaia, pode sair e beber sozinha e há pouco risco de que seja abordada, elogiada ou insultada. Às vezes eu acho que ela abriu mão dos galanteios dos peões para ficar livre dos insultos. Outras vezes acho que ela descobriu que não gostava nem mesmo dos galanteios.
De qualquer forma, acho que galanteadores e agressores se parecem: cada um deles, a sua maneira, acha que tem o direito de dizer o que pensa a uma mulher estranha. Pode ser um elogio físico ou uma grosseria sexual, não importa. Em geral, trata-se daquilo que os americanos, apropriadamente, chamam de “atenção não solicitada.” Indesejada, na verdade.
Nas duas últimas semanas, desde que ocorreu a história da moça da Uniban, tenho pensado na forma como nós, homens brasileiros, tratamos as mulheres. Até que ponto aqueles tipos que xingaram a ameaçaram a moça do vestido cor de rosa se parecem com o resto de nós – atrevidos e eloquentes galanteadores brasileiros?
No início desta semana, quando discutíamos a baixaria da Uniban aqui no trabalho, uma de nossas colegas – jovem, bonita, discreta – pediu a palavra para fazer uma espécie de desabafo. “É difícil para uma mulher caminhar nas ruas de São Paulo”, ela disse. “A gente tem de andar olhando pro chão, fingindo que não escuta todas as besteiras que nos dizem”.
É isso, não é? Mulher bonita anda pela rua e vai sendo alvo de comentários em voz alta. Que cara, que bunda, que isso que aquilo. Se você, caro amigo, acha que elas gostam, pergunte. Minha amostragem sugere que a maioria detesta. Se sentem ameaçadas, intimidadas, insultadas. Querem ser deixadas em paz.
Esse assédio sobre as mulheres acontece à luz do dia, na porta do trabalho, na travessia de pedestres, dentro do ônibus. Às vezes o tom de voz do sujeito ou as coisas que ele diz amedrontam. Outras vezes dá asco ou dá vergonha. Nas baladas pode ser pior: o garanhão de calça agarradinha chega apertando o braço da moça, mexendo no cabelo, forçando a barra. Não aceita não como resposta. Mas quem deu licença a ele para dizer coisas e tocar o corpo de uma mulher desconhecida?
Nós, homens, demos licença. A cultura machista nos dá licença.
Assim como os talibãs agridem mulheres que se atrevem a andar sem burca – porque se sentem donos delas – nós dizemos o que queremos às mulheres que se atrevem a exibir sua beleza delas na rua, pela mesma razão. Se estiver acompanhada de um homem, vá la. Mas se estiver sozinha, sem dono, “causando”, vai ter de ouvir o que a gente quiser dizer. Ou pior. Pelo simples fato de que a gente pode.
Ouço dizer que isso acontece apenas em São Paulo, mas duvido. No Rio as garotas andam de biquíni na orla e de shorts em qualquer lugar, mas quando uma delas resolve fazer topless na praia, a tigrada atira areia e rosna ameaças. Passou do limite! Mas quem dá o limite do que a mulher pode ou não usar? Os talibãs da praia? Me contaram que outro dia uma adolescente com cara de estudante de moda teve de saltar de um ônibus na Avenida Paulista porque usava uma saia muito curta e foi ameaçada por uma turba. São os talibãs do ônibus.
No universo mental desses camaradas, mulher que não quer confusão se dá ao respeito: anda com as pernas cobertas, sem roupas ou adereços provocativos, discreta e modestamente. Fica no seu lugar. A rua é o espaço em que os homens fazem o que querem e as mulheres se comportam. Mulher que sai da linha ou chama atenção por ser bonita a turba trata como quer. Pergunto: há diferença filosófica entre isso e a misoginia que se pratica nos países islâmicos atrasados?
Com o risco de incorrer em exagero, acho tudo parecido com tudo. O sujeito que diz besteiras a uma moça que caminha na rua, o playboy que agarra a garota na balada, o cara que se esfrega na mulher do trem, o marginal que insulta a moça da Uniban. Tudo faz parte de um mesmo contínuo de desrespeito à mulher. Ele começa com o chato do bar, que insiste na cantada apesar de meia dúzia de nãos, e termina… Sabe-se lá onde termina.
Claro, todo comportamento social tem uma justificativa ideológica. Neste caso, a justificativa é a de que as mulheres gostam. Se você perguntar, vai ouvir dos conquistadores que, lá no fundo, elas querem ser assediadas, agarradas, elogiadas com bastante pimenta. Faz bem para o ego delas, explicam. Claro, por trás de todo grosseirão há sempre um especialista na alma feminina. Mas eu suspeito que eles estejam errados.
Minha opinião, pelo que vale, é que esse tipo de comportamento insultuoso tem de ser reprimido: socialmente e, se necessário, pela polícia. As mulheres têm direito de andar sozinhas pelas ruas, vestidas como quiserem, e serem respeitadas. E elas são o melhor juiz do que é ou não é desrespeitoso. Se o sujeito cruzou o limite, chama a polícia, avisa o segurança, pede ajuda ao dono do bar. Não faz sentido, em pleno século 21, que nossas filhas, namoradas, irmãs ou amigas tenham de andar pelo mundo com os olhos no chão porque um bando de homens não se aguenta nas calças.

Ivan Martins, Revista Época

 

Dá uma olhada nessa figura do vídeo abaixo… hilário, o cara faz o maior discurso e acaba pagando um mico desses!

Marcos Leite

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Vi no Pavablog

O Todo-Poderoso não interfere em resultado de jogo
Recentemente, o jornalista esportivo Juca Kfouri publicou no jornal Folha de São Paulo um texto bastante incisivo intitulado Deixem Jesus em paz. Ele abordou criticamente o proselitismo que alguns jogadores de futebol cristãos praticam, aproveitando-se de sua fama e das façanhas realizados no gramado. Kfouri chama este comportamento de insuportável e o classifica de “invasão inadmissível e irritante”. Nas entrelinhas, é fácil sentir que, embora a crítica seja voltada a todos os atletas que usam tais táticas evangelísticas, ela foi apontada mais diretamente ao craque Kaká. Coincidentemente, o assunto é tratado aqui mesmo, na matéria de capa desta edição de CRISTIANISMO HOJE.
Ao contrário de Kfouri, a utilização de camisetas, chuteiras e outros artefatos com declarações de louvor a Deus não me incomoda. Claro que temos de estar preparados para quando jogadores de outros credos também venham utilizar a mesma estratégia. Não é difícil imaginar, portanto, que gol em campeonato baiano acabe sendo dedicado a um orixá. Também, por outro lado, se estas manifestações começarem a interferir demais no espetáculo trazido ao Brasil por Charles Miller, será natural e esperado que os cartolas coloquem limites, não só a declarações religiosas mas a outros tipos de marketing também. Vale lembrar que até comemorações mais efusivas já foram proibidas pela Liga de Futebol Americano nos Estados Unidos – e olha que isso aconteceu justamente na terra do show business!
Mas existe algo que me incomoda muito na atitude de atletas evangélicos, o que chega a dar razão e credibilidade à seguinte afirmação de Juca Kfouri: “(…) Parece-me pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus. E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio! (…)”. Há outra atitude que, se não caracteriza o uso do nome de Deus em vão, chega muito perto – é a de atribuir a Deus jogadas geniais, gols e vitórias em campo. Honestamente, não consigo imaginar o Senhor interferindo em resultados de futebol. Isto é, a menos que o todo-poderoso em questão seja aquele deus interpretado pelo ator Jim Carey, e não o Deus vivo.
É claro que o Senhor concede a seus filhos talentos e oportunidades. Mas o que fazemos e como desenvolvemos estes talentos e oportunidades é nossa responsabilidade – não só no esporte, como em todas atividades. Assim como Deus não transforma um bom jogador que nunca faça preparação física em exemplo de boa forma da noite para o dia só porque ele é cristão, também não fica por aí soltando ventos para alongar cruzamentos ou esticando traves para a bola chutada por um crente entrar no gol. Além disso, se é Deus o grande responsável por jogadas de sucesso e gols feitos por jogadores cristãos, quem seria o responsável quando estes mesmos atletas religiosos perdem um pênalti ou dão uma canelada? O mesmo Deus? Não creio. Não podemos creditar a ele nossos acertos e achar que erramos só por nossa culpa. Em campo, os acertos e erros são de responsabilidade do jogador, e só dele.
E se Deus realmente interferisse em resultado de jogo, goleiro cristão nenhum tomava gol, Israel estaria em todas as finais de Copa do Mundo e o Vaticano, com jogadores de batina, faria bonito nos gramados mundo afora. Por uma questão de coerência, então, o mesmo jogador que dirige uma oração de agradecimento aos céus quando marca um tento deveria também dar graças ao mandar um chute na arquibancada. Uma coisa, no entanto, é agradecer ao Criador pelas habilidades que nos deu. Outra, é atribuir gols, belas jogadas e bons resultados a Deus. Aí, já fica parecendo quebra de mandamento mesmo, como apontou o grande Juca Kfouri.
No texto do jornalista, existe ainda uma grande dica de leitura: o livro Em que crêem os que não crêem (Record), de Umberto Eco e Carlo Maria Martini. Na obra, o filósofo e o teólogo italianos discutem, na forma de debate, questões muito interessantes, como o ateísmo, o divórcio, a emancipação feminina e, principalmente, a origem da moral para o homem agnóstico. Vale a leitura. E, para terminar, devemos sempre ser gratos a Deus pelos talentos que temos e glorificá-lo com eles, até mesmo publicamente. Todavia, não podemos nos esquecer de que o Todo-Poderoso não faz gol nem interfere em resultados. Sim, Deus só vai ao estádio porque é onipresente. Caso contrário, ficaria em casa.

Carlo Carrenho no site Cristianismo Hoje

Estar junto, caminhar junto, sorrir, chorar, partilhar, esses são alguns desafios para quem vive em comunidade, a tão sonhada e falada comunhão nem sempre é vivida. Sabemos das dificuldades relacionais que enfrentamos mas entendemos que só há uma maneira de vivermos como comunidade, andando em comunhão. Com essa visão a juventude da Pibb tem caminhado buscando romper com as barreiras do templo e buscando uma vida de comunhão no dia a dia. E não há nada melhor do que estar junto com pessoas que amamos e fazermos um programa que faz bem ao corpo e à alma, é o que eu chamo de ” koinonia ecológica”, abaixo segue algumas fotos do passeio que fizemos ao Salto do Itiquira em Goiás, um tempo de exercitar o corpo, nos deslumbrarmos com as belezas da natureza e fortalecer os laços relacionais. Vamos aguardar a próxima aventura galera!

Marcos Leite

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Foto na chegada

 

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A cachoeira

 

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Uma pausa para a foto antes da subida.

 

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Trilhando...

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E a trilha continua...

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Que vista... estamos na metade da trilha.

 

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Só mais um pouquinho galera, estamos quase lá.

 

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Chegamos, é Dudu, é alto mesmo. O esforço vale a pena, a vista é maravilhosa.

 

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Depois de tanto esforço, é hora de repor as energias.

 

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Depois de compartilhar os biscoitos e farofas é hora de colocar o papo em dia. Valeu galera, foi bom demais.

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Altamente refrescante.

 


 

Davi Chang Ribeiro Lin
Era uma reunião de dez rapazes cristãos e a galera tinha se reunido pra compartilhar um pouco da vida. Bons amigos, eles tinham abertura pra falar de diversos assuntos polêmicos. Foi assim que um dos membros fez uma pergunta direta: “E aí amigos, qual de vocês nunca se masturbou?”
O silêncio revelou a resposta de todos. Ninguém poderia dizer: “Eu não!”
A masturbação tem sido definida como “a procura solitária do prazer, por meio de excitações realizadas com as mãos ou de qualquer outra maneira”. No meio cristão, as opiniões sobre o tema divergem muito. Estudiosos variam de opinião, considerando a masturbação desde um pecado grave até um presente dado por Deus. Não é sem razão que as opiniões não tenham consenso: a masturbação não é diretamente citada ou proibida pela Bíblia.
A masturbação pode acontecer em diferentes fases da vida e ter um significado diferente para cada pessoa. Na infância, é um processo de reconhecimento do próprio corpo; na adolescência e juventude, tende a ser um modo de liberar a energia sexual, uma “válvula de escape”, já que não há um parceiro(a) sexual ou, se forem cristãos evangélicos, esperarão pelo casamento.
Certamente a nossa humanidade não é estática. Estamos em desenvolvimento e temos a possibilidade de viver uma contínua abertura para a realidade e para a verdade, ou, ao contrário, viver um fechamento e regressão. O Eterno criou o humano em uma abertura relacional, dando ao homem a possibilidade da intimidade e de relacionamentos que o façam crescer. Homem e mulher são obra perfeita que se completa em mútua dependência.
É por não conter a intimidade e o relacionamento que a masturbação não consegue expressar toda a beleza do projeto de Deus para a sexualidade humana. No livro “Ele os Criou Homem e Mulher — para uma vida de amor autêntico”, Jean Vanier descreve os dramas dos deficientes mentais da comunidade Arca. Muitos viveram experiências de rejeição; alguns deles se masturbam compulsivamente. Diante de realidades tão sofridas, ele conclui: “Outrora condenava-se com muito rigor a masturbação. Essa condenação corre o risco de suscitar temores, de alimentar o complexo de culpa, acarretando graves inibições e até mesmo um ódio de si e do corpo. Hoje, a tendência é dizer que a masturbação não tem importância, que é preciso deixar correr, que é normal na adolescência. Parece-me que a verdade está entre esses extremos, entre o rigor excessivo e a licenciosidade. Não se deve condenar o jovem que se masturba. Ele tem pulsões que não consegue integrar. Porém, é preciso ajudá-lo a não repetir esta prática.
A masturbação pode fechá-lo em si mesmo, num mundo imaginário e impedi-lo de viver uma verdadeira relação”.
Vanier sugere que não devemos condenar um jovem que se masturba; ele ou ela está buscando integrar-se. Contudo, a prática repetida contém perigos, sendo um deles a tendência de fechar a pessoa na fantasia. Uma personalidade madura nos possibilita enfrentar a realidade e amar os outros como são, e não como sonhamos que sejam. O risco é fechar o jovem em uma expressão sexual que não se orienta para a comunhão e para a doação. Muitos jovens estão presos em um ciclo de isolamento e angústia e usam a masturbação para aplacar a solidão.
É na vida autêntica de seus relacionamentos, vivida pelo solteiro nas amizades e no namoro, que ele ou ela se abre para a vida verdadeira e para a expressão de afetos e medos. Em um contexto de aceitação e verdade, a confiança no amor cresce. Assim, o jovem caminha rumo à integração da sexualidade, afirmando sua esperança no amor e, sobretudo, no amor de Deus, que o cura e o livra da culpa.
Devemos lembrar que nossa sexualidade não se restringe ao genital, mas se expressa no cuidado e no afeto em nossos relacionamentos. A expressão “vida sexual ativa” como sendo somente o ato sexual reduz a sexualidade e não contempla todas as suas dimensões. Boa parte da ênfase na sexualidade genital é consequência do desaparecimento das verdadeiras amizades. Em uma sociedade que enfoca a sensação e não o vínculo, o sexo se torna expressão de corações feridos, e não de corações abertos.
Tenho a convicção de que muitos de nós, cristãos evangélicos, sofremos com a masturbação. Muitos querem deixar a prática e partir para um relacionamento, mas nem sempre conseguem. Porém, eu vejo beleza e verdade em todos aqueles que desejam servir a Cristo e, reconhecendo suas fraquezas, correm para a graça de Deus se apropriando das palavras do apóstolo Paulo: “Já não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus”.
Podemos celebrar a sexualidade do povo de Deus porque celebramos aquele que criou a beleza, o prazer e o amor. O plano de Deus para nós é a participação em sua vida, no vínculo perfeito do Pai, Filho e Espírito Santo; é um pleno relacionamento com os outros; é amar. O grande drama humano é fechar-se em si mesmo, sem comunicar-se. Sem esta abertura relacional, nossa vida se esvazia e a chama se apaga. A base da nossa esperança é a confiança no amor de Deus, que sustenta as nossas frágeis iniciativas de amor humano. Cada um de nós deve lutar pela esperança e amor em nossos relacionamentos, a fim de manter acesa a chama da vida.
Davi Chang Ribeiro Lin, 25 anos, é psicólogo pela UFMG, especialista em psicologia clínica existencial e mestrando em estudos cristãos no Regent College, Canadá.

Fonte: Ultimato

 

Adicionei dois novos links à nossa lista de sites recomendados.

Trata-se do blog Voltemos ao Evangelho e do site Desiring God.

O primeiro é um blog voltado à divulgação de sermões. Um dos principais pregadores divulgados (videos com legenda!!!) pelo blog é o Pr. Paul Washer. Ele é um homem muito usado por Deus, apaixonado pelo Evangelho e confrontador. Eu diria que ele é um profeta contemporâneo.

O segundo é o site do Pr. John Piper, um ministro do Evangelho também muito usado. No site há videos e ótimos textos de John Piper. Infelizmente, não há nada traduzido para o português.

Vale lembrar que ambos tem twitter (@JohnPiper e @paulwasher)!

E por falar em Twitter, estou me integrando a esta rede também (@joaojgsa). “Sigam-me os bons”! :)

João Guilherme dos Anjos

Recentemente, li um texto* no qual o autor falava que, nos últimos anos, houve um rompimento histórico: considerava-se como morte ideal aquela em que havia um ‘transe místico’, sendo que, agora, preza-se pelo ‘transe estético’, de modo que não há mais a morte ao som das trombetas angelicais e visões do paraíso, o que há é uma ‘racionalização’ pela qual a arte humana substitui a ‘arte’ divina e não se preza mais por aquela morte esperada em detrimento da repentina. Ele ainda diz: “Numa era laica, de valores racionalistas, como a nossa, a arte substitui o misticismo no provimento de uma elevação espiritual compatível com esse momento grave entre todos que é o momento da morte.”

Preciso discordar. Não creio que haja essa região montanhosa que separe o sagrado da arte. Muito pelo contrário, Deus se revela na arte. É um equívoco fazer essa separação do secular e do sagrado como se o que é feito para Deus é sagrado e o que é feito ‘para os homens’ é ‘profano’! Não!

Deus é muito mais que isso. Não fosse assim não teria enviado seu filho ao mundo, não fosse assim ele, Cristo, não teria assumido a forma de servo e se esvaziado, teria continuado lá em sua sacralidade incólume (ele não se tornou profano!!). Esta é a maravilha do evangelho que poucas pessoas entendem e sentem dificuldade em aceitar: Deus é um ser relacional e quer se relacionar com o homem. Para isso, nada o impede de se revelar na arte secular que muitas vezes se revela mais sagrada que muita arte sacra feita por sepulcros caiados.

A diferença do sagrado para o profano na hora da morte está não na forma, se repentina ou não, está no sentimento abrasador de se encontrar com aquele que dá sentido à vida e capacidade ao ser humano de produzir tanta arte, tanta coisa de qualidade em meio a tanta desgraça produzida pelo próprio homem (esse, um paradoxo). Como disse Paulo, o morrer para mim é lucro e o viver para mim é Cristo, mas sigo a caminhada por amor ao evangelho, para mostrar às pessoas que Deus está muito além das nossas limitações que querem sempre encaixotar e categorizar tudo, sendo que ele permeia cada área da vida; e qualquer coisa que se faça, seja comer, beber, compor, escrever, cantar, ler, que se faça para o louvor da sua glória.

Portanto, é preciso fazer uma divisão, mas não a divisão onde o sagrado é coisa do passado. É necessário romper e não ver o sagrado como era visto no passado. Assim, será muito mais fácil compreender o amor de um Criador que se relaciona de forma tão profunda com a criatura que esta o nega chegando a dizer que as mais sublimes expressões de seu amor são mostras de sua caduquice.

* Não posso revelar a fonte. Confesso que sinto vergonha. O que posso fazer? São os percauços da vida. Ela (revista) caiu na minha mão, sou curioso, li.

João Guilherme dos Anjos

Na parte final da viagem conheci a cidade de Araripina – PE onde temos uma congregação pastoreada pelo Pr Manoel Lino. A igreja se reúne em uma escola e desenvolve um trabalho de discipulado junto à população. No sábado tive a oportunidade de conhecer a congregação em Trindade uma cidade próxima a Araripina, a congregação é assistida pelo Pr Manoel Lino e Pelo missionário Jailton, a expectativa é que em Janeiro de 2010 um casal de obreiros possa assumir a congregação.

No domingo estive em Rancharia distrito de Araripina para conhecer o casal de missionários Jailton e Norma que temos apoiado. Eles pastoreiam a Primeira Igreja Batista em Rancharia, a igreja é congregação da Segunda Igreja Batista de Casa Amarela em Recife – PE. Desde o começo deste ano temos tido o privilégio de contribuir com a obra do Senhor neste lugar e colaborar com a expansão do Reino nesta região do Sertão Nordestino. Já conversava com o casal por telefone e e-mail e conhecê-los pessoalmente só reforçou o sentimento de amor e carinho que já nutria por aquele casal.

Jailton e Norma são de Caruaru oriundos da Igreja Betesda, entenderam o chamado que tinha para o Sertão e assim obedeceram ao ide de Jesus. Eles tem um amor muito grande pela obra de Deus naquele lugar e tem empregado seus dons e talentos em prol do Reino, eles tem testemunhado da provisão e sustento do Deus que supre em Cristo as nossas necessidades. Desenvolvem com amor um trabalho de evangelismo, discipulado e cuidado pastoral em uma região tão carente que tem experimentado o poder transformador do evangelho.

A igreja como diz o missionário Jailton é a comunidade dos “Ex”, ex – rezadeira, ex – cachaceiro, ex – encrenqueiro, ou seja, o evangelho que é o poder de Deus tem realmente transformado vidas. Continuemos orando pelo sertão nordestino e pela obra do Senhor naquela região, oremos por nossos obreiros em Araripina e Rancharia, oremos pela Igreja de Cristo no sertão. Esses dias foram muito importantes para mim entender que o Deus missionário não é batista, nem presbiteriano, nem anglicano, ele é Deus e aqueles que tem aceito o seu chamado tem testemunhado do seu amor no sertão,o Senhor convoca a sua Igreja o povo missionário de Deus ao sertão que está pronto para a colheita.

Igreja Batista Nacional em Araripina - PE.

Igreja Batista Nacional em Araripina - PE.

Congregação Batista Nacional em Trindade - PE.

Congregação Batista Nacional em Trindade - PE.

Primeira Igreja Batista em Bom Jardim do Araripe, também conhecido como Rancharia distrito de Araripina - PE

À esquerda, Eu e a irmã Luzia - Ex rezadeira da cidade. Do lado direito o casal de missionários, Jailton e Norma.

À esquerda, Eu e a irmã Luzia - Ex rezadeira da cidade. Do lado direito o casal de missionários, Jailton e Norma.

Marcos Leite

Continuando a viagem pelo sertão ainda no município de São José do Belmonte – PE tive a oportunidade de conhecer a irmã Graça e seus três filhos, o esposo estava trabalhando. Era uma sexta-feira pela manhã e debaixo do sol forte do sertão nos deslocamos até a casa da irmã Graça que fica na zona rural. Fomos recepcionados com muito entusiasmo e com um sorriso no rosto a irmã graça nos ofereceu um copo de café, dissemos a ela que ficaria para uma próxima oportunidade pois ainda naquela manhã iríamos visitar outros irmãos também na zona rural.

O pouco tempo que passei na companhia dessa família pude contemplar o toque da graça do Senhor sobre aquele lar que apesar de humilde é repleto de alegria e exala o bom perfume de Cristo. Estava acompanhado do pastor Neto, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil em São José do Belmonte ( pastor da irmã Graça)  e ele me disse o quanto a fé daquela irmã era envolvente e empolgante, falou sobre o seu exemplo de fidelidade e amor à obra de Deus naquele lugar. Pude perceber que a irmã Graça foi de fato alcançada pela Graça e que era uma mulher cheia de Graça. O Deus que não habita em templos feitos por mãos humanas fez morada naquela irmã, o poder gracioso do evangelho a alcançou e sua vida foi mudada por completo. A casa é humilde, sem energia elétrica mas o coração é iluminado pela luz que nunca apaga.

Vi também naquele dia uma igreja local comprometida em ser agente da Graça, a igreja está construindo uma casa nova para a irmã e sua família, o corpo de Cristo naquela localidade tem entendido que o evangelho da Graça não só salva a alma mas traz dignidade a homens e mulheres que foram alcançados por Jesus. É o evangelho integral sendo pregado e vivido no sertão, o evangelho todo para o homem todo, naquele dia pude testemunhar: É Graça para a Graça.

Irmã Graça e seus três filhos. Uma família alcançada pela Graça. No lado direito no canto da casa aparece o meio de transporte que eles usam para pegar água "Um jumento Pipa".

Irmã Graça e seus três filhos. Uma família alcançada pela Graça. No lado direito no canto da casa aparece o meio de transporte que eles usam para pegar água "Um jumento Pipa".

A casa nova que a igreja está construindo para a irmã graça – Fé e obras andando juntas, o evangelho transformando vidas e mudando histórias no sertão.

A casa nova que a igreja está construindo para a irmã graça – Fé e obras andando juntas, o evangelho transformando vidas e mudando histórias no sertão.

Marcos Leite

Tem dia que as coisas não dão certo, e por mais que a gente tente parece que as situações desagradáveis só aumentam. Por esse motivo, os editores de Photoshop do Worth 1000 montaram uma sequência de imagens que mostram quando você percebe que o dia não vai ser nada agradável. Algumas ficaram meio toscas mas outras ficaram interessantes. Vi no Buteco da Net e gostei.

aeroporto

crocodilo

paraquedas avião

piranha

lobos

paraquedas

navio

celular

bung juping

Marcos Leite

Lendo o texto Deus existe? do Rubem Alves, deparei-me com a existencia da Sonata op. 57 de Beethoven.

Curioso, procurei conhecê-la. Arrebatador!!!

Deus existe! O intrigante é que ele muitas vezes se manifesta naquilo que não conseguimos explicar, decifrar, categorizar!

Com o coração acelerado (estou ouvindo), recomendo: assista!

O video abaixo é do primeiro movimento, interpretado por Valentina Lisitsa.

João Guilherme dos Anjos

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