Apesar dos pesares

Apesar dos pesares, apesar do tempo, ou da falta dele, apesar dos afazeres, apesar dos compromissos, apesar das responsabilidades, apesar de tudo, apesar dos pesares, não deixarei de escrever neste blog.

Depois de quase um ano, pretendo retornar compartilhando minhas reflexões com aqueles que, eventualmente, lêem este blog.

João Guilherme dos Anjos.

Seja alegre

Ed René Kivitz

O homem faz a religião, a religião não faz o homem. E a religião é, de fato, a autoconsciência e o sentimento de si do homem, que, ou não se encontrou ainda, ou voltou a se perder. [...] A religião é o ópio do povo. A abolição da religião enquanto felicidade ilusória dos homens é a exigência da sua felicidade real”. Estas famosas palavras de Karl Marx em sua obra Crítica da filosofia do direito de Hegel, publicada em 1844, podem ser verdadeiras a respeito da religião, mas são absolutamente falsas a respeito da espiritualidade cristã. A carta que o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos da cidade de Filipos, no ano 62, é um vigoroso testemunho de que existe uma alegria que não se explica por alienação, ilusão ou fuga fantasiosa de uma realidade indesejada e um mundo cruel.
Algemado 24 horas a um soldado da guarda de elite de César, numa prisão domiciliar em Roma, aguardava julgamento por ter sido acusado de crimes para os quais a pena era a morte – o que, de fato, mais tarde, acabaria por acontecer, conforme nos diz a tradição da Igreja, que informa que o apóstolo Paulo foi decapitado no ano de 67 d.C., por ordem do Imperador Nero. Paulo, apóstolo, não estava iludido nem confuso, sabia que era prisioneiro por causa de sua fé em Jesus Cristo e que, dificilmente, seria absolvido. Não tinha razões para viver alegre, mas, ainda assim, escreve uma carta em que recomenda a alegria a todos. Qual era, então, o segredo da sua alegria?
Warren Wiersbe fez uma leitura original da Carta aos Filipenses [SEJA ALEGRE. Queluz, Portugal: Editora Núcleo], onde apresentou os quatro ladrões da alegria e nos mostrou como podemos capturar e prender cada um deles. O primeiro ladrão está identificado com a palavra circunstâncias, que podem roubar nossa alegria. Foi Nietzsche quem disse que “somente quem sabe o porquê da vida é capaz de suportar-lhe o como”. E Paulo sabia: “para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (1.21), e, por essa razão, me alegro em saber que “as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho” (1.12).
As pessoas também podem roubar nossa alegria. Mas não podemos esquecer que nós somos “as pessoas” das outras pessoas. Num mundo em que todo mundo coloca a si mesmo em primeiro lugar, não é estranho que vivamos tantos conflitos. A sugestão do apóstolo Paulo é simples: todos devemos abandonar o egoísmo e imitar o jeito Cristo de viver (2.3-8).
Também as coisas podem roubar a nossa alegria. Os chineses têm um ditado que diz que se você tem alguma coisa que não pode perder, então não é você que tem a coisa, é a coisa que tem você. O apóstolo Paulo recomenda que façamos uma avaliação em busca daquilo pelo que realmente vale a pena viver. Depois de avaliar sua vida concluiu que seus três maiores desejos eram: conhecer a Cristo, experimentar o poder da sua ressurreição e participar dos seus sofrimentos (3.10). Percebeu que, comparadas a Cristo, todas as coisas eram como esterco. Paulo era daqueles sobre quem Jim Eliot afirmou: “Não é tolo nenhum aquele que abre mão do que não pode reter, para ganhar o que não pode perder”.
Finalmente, a ansiedade a respeito do futuro pode roubar a nossa alegria. Paulo recomenda: “Não vivam ansiosos por coisa alguma; antes as suas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus pensamentos e sentimentos em Cristo Jesus” (4.6,7). A oração é um caminho de paz e alegria, pois somente quem é capaz de se ajoelhar diante de Deus consegue afirmar: “Posso todas as coisas em Cristo, que me fortalece” (4.13).
A carta aos Filipenses não é auto-ajuda barata, que diz ao leitor iludido que tudo vai correr bem e que, ao final, tudo dá sempre certo. Não é uma dose de ópio. É um testemunho de fé. A fé que vence o mundo. A fé em Jesus Cristo, nosso Senhor. Em nome de quem a vida vale a pena.

Fonte: IBAB

Senso Crítico

 

Vi no Pavablog

Uma nova reforma?

A edição desta semana da revista época traz uma reportagem interessante sobre os evangélicos no Brasil. A revista entrevista alguns líderes e aborda a insatisfação de muitos envangélicos com o consumismo, a corrupção, e o atual modelo adotado por muitas igrejas e pastores.

Uma reportagem interessante que pode gerar um debate interessante. Veja aqui.

O dinheiro…

… pode comprar uma boa cama, mas não um bom sono;
… pode comprar  livros, mas não compra a inteligência;
… pode comprar comida, mas não o apetite;
… pode comprar imagem, mas não o caráter;
… pode comprar remédios, mas não a saúde ou a vida.
… pode comprar até a religião, mas não compra a salvação nem tão pouco, Deus!

 Vi no coisas de mim

Reforma relacional

Osmar Ludovico

Ao olhar para Deus, o Deus revelado pelas Escrituras, descobrimos que ele é Pai, é Filho, é Espírito. A Trindade não é algo que se apreende pelo racional, mas encerra um mistério. Por isso dizem os místicos contemplativos que, quanto mais conhecemos de Deus, mais o vemos como um mistério insondável, diante de quem nos curvamos reverentemente, sem palavras, sem conseguir compreender e explicar completamente. Diante da sacralidade de sua presença somos permeados pelo sublime, pelo inefável, pelo inominável, pelo inescrutável. E a nossa resposta é pasmo, estupefação, deslumbramento; o temor que conduz à adoração.

O Pai é Pai porque tem um Filho, o Filho é Filho porque tem um Pai, e o Espírito é Santo porque é o Espírito do Filho e do Pai. São três que se relacionam. Voltados um para o outro com tal intensidade de amor que se interpenetram e se entrelaçam num eterno e terno abraço. Deus é um na sua essência, composto de três, que formam uma unidade, sem simbiose; ao contrário, quanto mais se amam, mais cada um deles é ele mesmo, formando uma trindade. Como se cada um pudesse fazer morada no coração do outro. Deus é amor porque subsiste nele mesmo, numa harmoniosa relação de três, iguais em poder, majestade, beleza e santidade.

“Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Uma declaração divina no plural indicando uma conversa dos três. Transbordante de amor, a Trindade decide criar um outro, menor, com limitações, mas com a mesma capacidade relacional, com a mesma vocação para amar. Cria o homem e coloca nele a sua imagem e semelhança (imago dei). E o convida para fazer parte da comunidade divina. Por isso, assim ora Jesus Cristo: “Como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós”. A conversão é este caminho sem volta, ao longo da vida, de desconstruir a ilusão da autonomia e da onipotência e experimentar o amor da Trindade. O pecado é a exclusão do outro. A vida eterna é entrar e participar da comunhão eterna do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O verdadeiro amor habita no espaço de um olhar empático, que é capaz de olhar o mundo através dos olhos do outro. Significa abrir mão da individualidade para entrar no coletivo. Assim a vida se torna mais rica quando conseguimos sair de nosso isolacionismo egoísta, abrir mão das nossas opiniões enrijecidas e penetrar, sem invadir, no coração do outro para sentir e ver como ele sente e vê. O desamor nos leva a olhar para os outros de cima, enfatizando sempre o erro e a sombra, julgando, discriminando, justificando com nossa humanidade caída, amplificando, acusando e cobrando as pequenas falhas do outro.

Assim entendemos o grande amor com que fomos amados por Deus. Embora rebelados, Ele não nos abandonou. Viu nosso pecado e nosso sofrimento, e o Filho, enviado pelo Pai e assistido pelo Espírito, encarna para assumir a nossa humanidade, ver o mundo com nossos olhos, sofrer nossas dores, se fazer pecado por nós, e assim nos reconduzir de volta ao nosso lugar de origem, o espaço eterno do amor divino. Não há pecado, não há aflição que Ele não conheça. E é na graça do seu acolhimento que nossos pecados são perdoados e nossas virtudes são afirmadas. Não sem um alto custo. A encarnação do Logos é o esvaziamento de sua condição divina para assumir uma condição humana limitada. Sai dos céus onde está entronizado no meio do louvor de seus anjos para nascer pobre numa estrebaria, enfrentar a hostilidade e a maldade humana, sofrer e morrer na cruz. Numa sociedade que valoriza o material, o individual, o conforto, o eu primeiro, precisamos aprender com Ele que amar tem um custo. Significa abrir mão de direitos e privilégios e, esvaziados do nosso antropocentrismo, ir ao encontro do outro para acolhê-lo, amá-lo, compreendê-lo. Para juntos celebrar nossas alegrias e lamentar nossas aflições.

O Deus da Bíblia é uma eterna amizade de três, que deseja que nos tornemos seus amigos e vivamos como amigos entre nós. Precisamos de uma reforma relacional e de uma conversão de nossos afetos, pois só quem ama conhece a Deus, pois que Deus é amor. O grande desafio da igreja neste início de milênio é se tornar uma comunidade cuja qualidade relacional, os vínculos, a comunhão, a amizade, o companheirismo possam testemunhar, de fato, que Deus está entre nós.

Para vencer o mal que está em nós e no mundo, só mesmo um amor ainda maior, o amor da Trindade.

Osmar Ludovico da Silva é pastor da Igreja Evangélica Comunidade de Cristo em Curitiba, PR. Ministra cursos de espiritualidade cristã, formação de líderes e restauração para missionários.

Fonte: Bom líder

Saramago e Jesus na Playboy

A edição de julho da revista Playboy de Portugal promete criar polêmica. Diferente das tradicionais capas, a revista masculina portuguesa escolheu como destaque o escritor falecido José Saramago. E mais: estampou a imagem de Jesus Cristo ao lado de uma modelo nua.

A capa faz uma alusão ao livro ‘O evangelho seguindo Jesus Cristo’, de Saramago. Na época de sua publicação, o livro estremeceu a relação do escritor com a Igreja Católica, pela abordagem literária de temas bíblicos.

A revista traz ainda uma entrevista com o escritor, considerado um dos maiores nomes da literatura portuguesa, morto no final de junho nas Ilhas Canárias.

Embora seja um dos países mais avançados em questões tabus na atualidade – o país aprovou a legislação que permite o aborto e já sinaliza para a liberação do casamento de pessoas do mesmo sexo – Portugal possui forte tradição católica.

Fonte: Correio 24 horas

Mas nós buscamos uma taça que dura para sempre!

“Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre.” I Co 9,25

Antes de iniciar a copa do Mundo prometi a mim mesmo que não me envolveria emocionalmente com os jogos da seleção brasileira para não me decepcionar. Planejei ser um torcedor distante e frio, atento somente ao bom futebol dos melhores times participantes.

Não consegui ! Como um bom brasileiro acabei acreditando que era possível trazer esta taça, torci de coração e acabei decepcionado; mais uma vez.

O que é realmente admirável, é o fascínio que este troféu exerce mundo afora; trazendo grande alegria e orgulho a nação vencedora. Em nosso país este orgulho se mistura com nossa própria identidade e desperta um nacionalismo singular com as cores da nossa bandeira. A tristeza e a decepção são igualmente proporcionais quando vem a derrota.

Desde a antiguidade o homem é fascinado pelos esportes e pela superação de seus adversários nas competições, a coroa de louro ou ramos de oliveira, a que Paulo se refere, era dada aos atletas vencedores e também aos generais quando voltavam de suas vitórias militares.

O valor da coroa da vitória era somente simbólico, o que importava realmente era a honra e o reconhecimento público. Hoje, os troféus e medalhas tomaram o lugar das coroas, e se tornaram os novos símbolos da vitória e da superação.

Paulo celebra a promessa de um troféu de valor infinitamente superior a qualquer coroa ou taça de ouro. E por esta taça ele dedicou não simplesmente sua torcida, mas sua própria vida.

Espero que as decepções com as coroas perecíveis que buscamos nesta vida, nos façam lembrar daquela que realmente tem algum valor; a coroa que nos espera em Cristo.

1 – Uma taça eterna

“mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre.” I Co 9,25

A antiga e tão cobiçada taça Jules Rimet, conquistada pelo Brasil em 1970 foi posteriormente roubada e provavelmente derretida por causa de seu peso em ouro.

A coroa que nos é oferecida em Cristo não pode ser destruída, pois não é material, mas espiritual. Ela também não pode ser comprada ou usurpada pela ganância humana, pois é oferecida gratuitamente pelo próprio Cristo.

2 – Uma taça irrevogável

“Ao vencedor, jamais apagarei o seu nome do livro da vida” Ap 3,5

Diferente do torneio da Fifa que dá ao vencedor uma posse temporária do troféu; a coroa da vida é um troféu irrevogável, uma vez que a recebemos, ela não pode ser tirada de nós. É a posse definitiva do galardão com as garantias daquele cuja palavra não pode ser contestada.

3 – Uma taça dada pelo próprio Jesus Cristo

“O vencedor, eu o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos.” Ap 3,5

Sabemos o valor do reconhecimento dos homens, através de troféus famosos com a Taça Fifa, o Oscar, ou o prêmio Nobel. Mas não temos idéia do que é receber o reconhecimento da parte do próprio Deus.

A coroa da vida, por sua vez, não é um simples reconhecimento de méritos, mas de nossa nova identidade; ela é o reconhecimento de que pertencemos a Cristo e somos suas testemunhas: “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus. Mt 10,32

4 – Uma taça que santifica

“O vencedor será igualmente vestido de branco.” Ap 3,5

Em nossas competições nem sempre o campeão convence. As vezes, dizemos que o time ganhou mas não mereceu; venceu mas não convenceu.

Mesmo com todas as nossas falhas e imperfeições, nós não corremos o risco de sermos coroados sob este tipo de desconfiança. As vestes brancas que receberemos, ensinam que seremos revestidos de santidade, libertos do pecado e a nossa sujeira será completamente apagada.

Ou seja, não seremos premiados por sermos santos e puros, mas seremos premiados com a santidade e a pureza.

5 – Uma taça que satisfaz

“Ao vencedor darei do maná escondido.” Ap 2,17

O reconhecimento humano com todos os seus troféus nunca nos satisfazem completamente, nós sempre desejaremos mais um. A paixão brasileira pela Copa do Mundo, somente confirma esta verdade.

O “Maná escondido” que o vencedor receberá nos revela a satisfação que a coroa da vida produzirá em nós. Experimentaremos da plenitude do cuidado, sustento e provisão de Deus e então, não sentiremos falta de mais nada.

6 – Uma taça viva

“Naquele dia o Senhor dos Exércitos será uma coroa gloriosa, um belo diadema para o remanescente do seu povo.” Is 28,5

Enfim, nossa ultima descoberta sobre a taça que receberemos é a consciência de que o prêmio é o próprio Jesus Cristo e o desfrutar da sua presença eternamente. Não há taça, medalha ou coroa mais valiosa do que esta.

Fonte: Voz e Brisa

São João – O aniversário do priminho de Jesus

Robinson Cavalcanti

Certa vez um garçom batista, em Sergipe, servindo no clube de um restaurante durante o ciclo junino, foi advertido pelo seu pastor para não comer das iguarias típicas da estação, pois “canjica é carne sacrificada aos ídolos”. Original essa igreja evangélica brasileira: desde quando canjica é carne e João Batista é ídolo?

Questionado por uma criança vizinha pentecostal, por estar celebrando “uma festa do diabo”, responde o meu filho Eduardo, carregando um saco de fogos de artifício: “São João não é do diabo. Estamos comemorando o aniversário do priminho de Jesus…”.

Sou um admirador dessa figura exótica que foi João (pelo menos em termos de modelito e de gastronomia..), como ponte entre a antiga e a nova aliança, nascido de um milagre, anunciador da chegada do Messias, profeta corajoso,  denunciando os pecados e conclamando ao arrependimento, que terminou com a cabeça em uma bandeja, por determinação real e capricho de uma mulher mau caráter.

Fiquei emocionado quando, ao lado de uma Igreja Ortodoxa Russa, estive no provável braço do rio Jordão, onde batizou o Filho, se ouviu falar o Pai e o Espírito Santo desceu em forma de pomba, em singular teofania trinitária.

Passei a maior parte da minha infância e adolescência no interior do Nordeste, embalado pela voz de Luiz Gonzaga, o “rei do baião”, e, nesses 41 anos de casado, nunca Miriam e eu deixamos de acender uma fogueira em frente da nossa casa, comendo nossa pamonha, nossa canjica e nosso milho assado, sentindo pulsar a alma nordestina e sua identidade, diante de uma globalização que oprime e massifica, estrangeirizando.

Como crentes, devemos deixar de nos encabular, afastados desses festejos, privados do lícito lúdico e do folclore, ou apelando para eufemismos, como “festa junina”, “festa do milho” ou “festa Jesuína”. A festa é de João mesmo, e devemos resgatar o seu ensino, compartilhando-o com os festejantes, sem neuras, sem traumas, sem iconoclastias imaturas, sem buscar uma identidade por antagonismo.

Por uma igreja constituída de crentes sadios, brasileiros, reconciliados com a sua cultura, sem culpa pela alegria: Viva São João!

 Vi no Pavablog

Coitada da galinha

fonte: Nanihumor

Indiano de 4 anos no livro dos recordes…

Um indiano de 4 anos de idade ganhou registro no livro dos recordes por fazer 1.500 flexões em 40 minutos.

Ronak Vitha filmou suas 1.500 flexões em academia (Foto: Reprodução Vídeo)

Ronak Vitha começou a treinar quando ainda tinha 2 anos e desde então não parou mais de fazer flexões no tempo livre.

Segundo a mãe do menino, ele começou com 20 flexões em menos de uma hora e, gradualmente, foi aumentando o número em centenas.

Ronak agora treina em uma academia, onde filmou as 1.500 flexões, contadas pela mãe, em 40 minutos. Os organizadores do Livro dos Recordes na índia já fizeram o registro do pequeno notável.

Fonte: G1

A endo-mística do reino de Deus

Deus me é mais íntimo que meu íntimo, mais íntimo que eu a mim mesmo.”
[Santo Agostinho, Confissões III, 6, 11]

A noção de que Deus e o seu amor se fazem presentes no meio de nós na medida em que amamos e servimos aos pobres e excluídos (cf 1Jo 4,12) é [...] o que Hugo Assmann chamou de “endo-mística”: “Deus em nós”.

A presença do Amor de Deus em nós acontece no amor solidário ao próximo. Não há uma relação de causalidade entre o que vem primeiro e o que vem depois. Nas palavras de Assmann, “Deus solidário é o Deus em todos e de todos”. A presença de Deus se faz presente em nós quando nós nos abrimos ao próximo no amor solidário, e nós somos capazes disso porque o amor de Deus opera em nós. É um “acontecimento” onde os “dois amores” ocorrem simultaneamente, que só acontece na medida em que o amor solidário pelo próximo e o amor de Deus se fazem presentes ao mesmo tempo.

Antes do amor solidário, Deus em nós está presente em nós como ausência. Para ter uma ideia do que seja a presença na forma de ausência, podemos tomar como exemplo a saudade. Nós não sentimos saudade de uma pessoa que está presente, e nem de uma pessoa de quem não sentimos a falta. Saudade nos mostra que sentimos a falta, a ausência da pessoa querida. A ausência dela está presente em nós, ou ela está presente conosco como ausência. De modo análogo, Deus está lá, mas como ausente, porque o seu amor em nós não é realizado. Como diz a primeira carta de João, “se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu Amor em nós é realizado” (1João 4,12). Assim como pessoas que estão fisicamente próximas de nós só entram nas nossas vidas na medida em que nos abrimos a elas, podemos fazer analogia e dizer que Deus está no mais íntimo do nosso ser, mas se torna “Deus em nós” na medida em que nos abrimos para as angústias e alegrias das outras pessoas.

É claro que, na vida concreta, há momentos em que precisamos e devemos buscar esse “Deus em nós” na solidão e no silêncio. Mesmo nesses momentos, há uma diferença entre ir “para dentro de si” de modo solitário, sem carregar consigo os sofrimentos e angústias de outras pessoas, e a busca de “Deus em nós” no mais íntimo do nosso ser levando conosco “os rostos, olhos e sorrisos…” da nossa gente. São buscas e encontros diferentes!

Nesse sentido, o termo “nós” do “Deus em nós” não significa aqui o coletivo de indivíduos , cada um tendo seu Deus dentro de si, mas sim a relação comunitária entre sujeito-sujeito. Relação essa que se vive ao se fazer próximo do necessitado, e juntos na luta pela libertação sempre provisória e relativa, nos alegrarmos com o viver (a celebração do Deus da Vida). Assim, construindo uma sociedade mais humana e justa, sinal antecipatório do Reino de Deus, fazemos acontecer a presença do Deus em nós, o reinado de Deus que já está no meio de nós.

Ed René Kivitz

Fonte: IBAB

E os protestos continuam…

A convocação do Dunga não sai da cabeça de muita gente e a indignação tem tomado conta de muitos brasileiros. E você o que acha? O Dunga foi coerente? Convocou o que temos de melhor? Abaixo segue alguns protestos criativos de brasileiros que não concordaram muito com a convocação.

Outdoor idelizado por grupo de 15 amigos de Campo Grande, Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)

Vídeo do MC Bellot manifestando a sua indignação com a convocação e com o técnico Dunga.

Vivemos em um País democrático onde podemos nos manifestar livremente, achei criativa a maneira com que esses brasileiros demonstraram a sua indignação e desaprovação.

Há consolo no luto?

Ricardo Gondim
Ao abraçá-la, senti seu corpo magro. Notei que seus olhos baços me contemplavam sem entusiasmo. Na primeira palavra, percebi a voz quebrada de uma mulher sofrida. Eu imaginava, mas não alcançava a angústia que minha amiga atravessava. Ela experimentava a hora mais dolorida e mais terrível da existência: a hora do luto.

A morte é sorrateira, insidiosa, traiçoeira. Alguns, desenganados, recebem o bilhete fatal e dispõem de tempo para arrumar a casa antes da partida. Mas para minha amiga a guilhotina desceu sem aviso. A morte não respeitou sequer possíveis imaturidades de sua alma; serpenteou, deu o bote, feriu e carregou quem escolheu. O que dizer, diante de uma mãe que chora, de uma esposa que perdeu o chão e que não sabe mais se terá forças para achar um norte?

As respostas aparentemente confortadoras se esvaziam. “Deus tem um plano”; “Ele leva para si os bons”; “Chegou a hora”. Tais frases, funcionam como aspirina que alivia sem curar o problema. Em um esforço medonho de não parecer professoral, procurei oferecer-lhe outro modelo de como perceber os atos misteriosos de Deus. Mas logo notei que meu esforço era inútil. Minha amiga esperneava dentro da cerca teológica que fora educada. “Deus governa e como um dramaturgo celestial, conduz o desenrolar de nossas vidas. Deus não permite que nada aconteça sem que esteja previsto em seu roteiro”.

Silenciei, abraçado. Depois, voltei ao hotel e chorei. Por horas não consegui apagar o sofrimento daquela mãe. Além de ter que aprender a repetir a litania fúnebre do “nunca mais”, ela terá de brigar com o seu Deus. Que tristeza! Deitado, insone, escutei sua indignação lacerante: “Por que Deus é tão obscuro em seus planos? Por que, tão indiferente? Vou ter que esperar quanto tempo até entender seus motivos para levar (“levar” não passa de um pobre eufemismo para “matar”) um pai precioso, um amigo querido, um filho especial?”. Debulhei-me em lágrimas.

A morte baterá em outras portas e continuará a subtrair vidas. Não distinguirá justos de injustos. Traficantes viverão mais que mulheres bondosas. Pais enterrarão seus filhos, quando o certo deveria ser o contrário. Acidentes eliminarão de uma só tacada, jovens e idosos. Os amigos de Jó erraram nas conjecturas sobre o sofrimento universal. O justo Jó via-se arrasado por todo tipo de infortúnio, mas eles continuavam sem a menor idéia dos porquês. Não, não me arvoro a decifrar o enigma dos enigmas.

Contudo, prefiro a revelação bíblica de um Deus que não é um títere a puxar cordões de marionetes. Chamo-o de Emanuel: O Deus presente em nós. Jesus encarnou e viveu a sua humanidade até as últimas consequências. Semelhantes a ele, no espaço de nossa liberdade, também estamos cercados de perigos, e sempre à beira do derradeiro suspiro. Deus não arbitra quem morre e quem vive segundo critérios inacessíveis, mas se compromete a revelar seu amor quando o soluço da perda for asfixiante. Deus se mostra em cada abraço, em cada palavra de solidariedade e em cada gesto de lealdade. “A nossa dor dói em Deus”, disse Isaías. Sim, Deus é cheio de compaixão – Segundo as duas raízes de “com-paixão”, Deus “sofre junto”.

Nada sei e nada posso especular sobre a morte, mas minha intuição avisa que reconhecer a companhia fiel de Deus traz mais conforto do que ficar questionando o porquê.

Soli Deo Gloria

Fonte: Ricardo Gondim

Pastor Gay pede ao MP ação contra música que condena homossexualismo

O presidente e fundador da Igreja Cristã Contemporânea, pastor Marcos Gladstone, recorreu ontem ao Ministério Público contra o que classifica de música evangélica homofóbica. Casado há quatro anos com o também pastor Fábio Inacio, ele descobriu, no sábado, que uma imagem da cerimônia de união dos dois foi usada num vídeo da música “Adão e Ivo”, que critica o homossexualismo, no Youtube.

De autoria de Toinho de Aripibú e interpretada pelo cantor evangélico Emanuel de Albertin, a música diz que “se Deus tivesse feito homem pra casar com outro (homem) não seria Adão e Eva, tinha feito Adão e Ivo”. No vídeo, sobre a foto do casamento de Marcos e Fábio na cerimônia de casamento aparecem dizeres ofensivos como “cena desprezível, horrível e abominável”.

— O que mais me deixou indignado foi eles (autor e intérprete da música) acharem que não vai ter punição — diz Marcos, que também entregou a representação à OAB e à Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.

‘Não tenho preconceito’
No documento, Marcos lembra que Emanuel cantou a música num showmício de Anthony Garotinho, há uma semana, e diz que o político “demonstrou desconhecer o significado da palavra democracia”. Em seu blog, o ex-governador falou do episódio:

“Me relaciono bem com pessoas que fizeram a opção sexual diferenciada. Não tenho ódio, nem rancor, nem preconceito. Apenas discordo, como é meu direito e o de qualquer cidadão”.

Segue a música abaixo:

Fonte:Extra Online